O Papa Leão XIV fez um apelo veemente neste domingo, 16 de outubro, pelo fim dos atos de violência contra a população civil palestina na Cisjordânia, região ocupada por Israel desde 1967. Durante a oração do Ângelus, realizada na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, onde o pontífice está passando o período de verão, o líder da Igreja Católica pediu que a comunidade internacional atue com urgência na busca por uma solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos.
A Cisjordânia, território de grande importância geopolítica e histórica, tem sido palco de tensões contínuas e episódios de violência que afetam diretamente a população civil palestina. O papa expressou preocupação com o agravamento dessa situação e reforçou a necessidade de esforços conjuntos para garantir a segurança e os direitos dos civis na região. Seu apelo ocorre em um momento em que o conflito persiste, alimentando o sofrimento de famílias e dificultando avanços diplomáticos.
Além do tema central, Leão XIV aproveitou a ocasião para destacar a importância do esporte como ferramenta de aproximação entre povos. Com o início dos Jogos do Mediterrâneo, que serão realizados nesta semana na cidade de Taranto, na Itália, o pontífice ressaltou que eventos esportivos de grande porte podem promover a paz, a fraternidade e o entendimento entre diferentes nações. A competição, que reúne atletas de países da África, Ásia e Europa, é vista pelo Vaticano como uma oportunidade de fortalecer laços de cooperação e de promover valores universais de convivência pacífica.
Durante a oração do Ângelus, o papa também cumprimentou os peregrinos presentes em Castel Gandolfo, uma tradicional localidade de descanso papal situada na região de Lazio, na Itália. Em especial, enviou uma saudação aos fiéis poloneses que participam da peregrinação ao Santuário de Piekary Śląskie, localizado na Alta Silésia, uma das principais manifestações religiosas do país e que atrai devotos de diversas partes da Polônia.
Este pronunciamento do líder católico reflete uma postura de intervenção humanitária e diplomática, reforçando a posição da Igreja em relação à necessidade de soluções pacíficas e de respeito aos direitos humanos na região do Oriente Médio. O apelo de Leão XIV ocorre em um momento de crescente atenção internacional às tensões na Cisjordânia, em que esforços diplomáticos permanecem essenciais para evitar uma escalada do conflito, que já dura décadas e tem profundas repercussões globais.









