Após a divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições de 2026 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sete candidatos a deputado estadual tiveram seus nomes registrados sem quaisquer votos válidos. Esses candidatos, que disputavam vagas em diferentes estados do país, obtiveram zero votos na apuração oficial realizada neste domingo (4). Os estados envolvidos na ocorrência foram Acre, no Norte; Goiás, no Centro-Oeste; Pará, no Norte; Pernambuco, no Nordeste; e Roraima, no Norte.
O número de candidatos sem votos nesta eleição representa uma redução significativa em relação ao pleito de 2022, quando 14 candidatos também terminaram a votação sem receber votos, incluindo seus próprios nomes. Essa queda de 50% demonstra uma mudança no cenário eleitoral, embora o fenômeno continue a ser uma realidade em diferentes regiões do Brasil.
A lista de candidatos que não receberam votos é liderada pela legenda Democracia Cristã (DC), que apresenta três nomes nesta situação, distribuídos em estados distintos. Em seguida, aparecem o Mobiliza, com dois candidatos em Pernambuco, e as siglas Partido Renovação Democrática (PRD) e Solidariedade, cada uma com um candidato sem votos.
No entanto, há particularidades relacionadas às candidaturas desses candidatos. Os dois nomes do Mobiliza em Pernambuco, Mouracia e Luis Augusto, estão atualmente com suas candidaturas “sub judice”, ou seja, aguardando recurso após indeferimento pela Justiça Eleitoral. Mesmo que suas candidaturas sejam posteriormente validadas, o fato de não terem recebido votos permanece inalterado, assim como a condição de não serem eleitos.
Para os demais cinco candidatos listados, a situação é diferente. Esses políticos tiveram suas candidaturas deferidas pelo TSE, ou seja, tiveram seus registros aprovados, mas, mesmo assim, não obtiveram nenhum voto na apuração. Essa circunstância chama atenção para o fenômeno de candidaturas que, mesmo validadas oficialmente, não conseguem captar o apoio do eleitorado.
A reportagem buscou contato com os diretórios estaduais dos partidos desses candidatos para obter declarações ou posicionamentos oficiais. Até o fechamento desta matéria, apenas o Democracia Cristã de Goiás respondeu, afirmando que não se posicionaria sobre o assunto naquele momento. As demais siglas continuam à disposição para manifestações futuras, caso desejem se pronunciar oficialmente sobre o tema.
Este fenômeno, embora não seja comum, evidencia aspectos relevantes do cenário eleitoral brasileiro, como a existência de candidaturas de pouca ou nenhuma expressão, além de refletir possíveis dificuldades de comunicação ou de mobilização dessas legendas e candidatos perante o eleitorado. A análise detalhada desses casos pode oferecer insights sobre a dinâmica do voto e o funcionamento do sistema eleitoral, especialmente em contextos onde candidaturas não recebem apoio efetivo das bases ou não conseguem se consolidar durante o processo de campanha.








