O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), aposta que o início oficial da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, marcado para 28 de agosto, impulsionará seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, ele prevê um aumento na presença de prefeitos na campanha de rua, que também ganhará força a partir de setembro, complementando a estratégia de fortalecimento da sua candidatura. Enquanto esses eventos não se concretizam, Simões mantém ações de campanha de forma mais informal, como aconteceu neste domingo (23), quando realizou uma ação de distribuição de adesivos em Belo Horizonte, reforçando sua presença na cidade.
Em relação à propaganda eleitoral, Simões destaca que seu grupo possui o maior tempo de exibição entre os candidatos ao governo de Minas, com 2 minutos e 46 segundos diários. Essa vantagem é resultado do tamanho da coligação que o apoia, composta por partidos com forte representatividade na Câmara dos Deputados na última eleição. A sua coligação inclui o PSD, partido do próprio Simões, que detém 42 deputados; a Federação União-PP, com 104 deputados; além do PRD, Solidariedade e Avante, que somam mais 19 deputados ao todo. Essa composição garante a ele o maior tempo de propaganda, considerado um fator relevante na disputa.
Na sequência, aparece o deputado federal Patrus Ananias (PT), com 1 minuto e 54 segundos diários de propaganda eleitoral. O grupo de Ananias, denominado “Pra Minas Gerais voltar a sonhar”, é formado por uma coligação de seis partidos, incluindo a federação Brasil da Esperança — composta por PT, PCdoB e PV — que possui 81 deputados, além da federação Psol-Rede, com 15 deputados, e o PSB, também com 15 deputados. Apesar de ter uma coligação mais ampla, o grupo de Patrus apresenta menos tempo de propaganda do que Simões, refletindo a sua menor representatividade na Câmara.
No cenário das intenções de voto, Simões enfrenta dificuldades, mantendo-se em quarto lugar, com apenas 4%, segundo a última pesquisa do Datafolha. Ele aparece empatado com Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB). O líder na pesquisa é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), com 32%, seguido por Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ambos com 12%. Esses números indicam um cenário de disputa ainda aberto, com o governador buscando consolidar seu espaço na preferência do eleitorado.
Por fim, Simões comentou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que na sexta-feira (21) defendeu a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), após uma liminar judicial suspender o pagamento da dívida do estado com a União durante grande parte do mandato do atual governador, Romeu Zema (Novo). O candidato mineiro criticou a fala de Lula, relacionando-a a uma ajuda federal ao Rio Grande do Sul após enchentes de 2024. Ele afirmou que, diferentemente do que ocorreu no Rio Grande do Sul, Minas Gerais não recebeu auxílio federal em situações semelhantes, e criticou a menção de Lula a Pimentel, alegando que a gestão do ex-governador não deve ser elogiada. Simões concluiu que o presidente deveria evitar falar de Pimentel, pois a opinião não é bem vista em Minas Gerais, reforçando sua posição de oposição ao atual governo federal.







