O senador e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria tentando criar um impasse com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, motivado por estratégias eleitorais. A declaração foi feita durante participação em debate transmitido pela Rede Bandeirantes na noite deste domingo (23), na qual Caiado criticou a postura do atual chefe do Executivo brasileiro, sugerindo que suas ações visam desviar a atenção do processo eleitoral.
Segundo o parlamentar, Lula estaria provocando Trump de forma contínua, alimentando tensões de maneira deliberada. Caiado destacou que o presidente brasileiro estaria interessado em gerar conflitos com líderes estrangeiros, citando exemplos recentes de interlocutores internacionais, como o presidente do Canadá e o da Austrália, que, na visão dele, vêm obtendo resultados favoráveis em seus processos eleitorais. Para ilustrar sua tese, o senador mencionou que Lula estaria fazendo provocações a Trump, inclusive, fazendo referências à dentadura do presidente estadunidense e sugerindo mudanças na moeda dos Estados Unidos, ações que, na avaliação de Caiado, indicam uma tentativa de criar instabilidade.
O ex-governador também afirmou que essa estratégia de Lula visa desviar o foco da campanha eleitoral brasileira, ao mesmo tempo em que provoca lideranças de outros países, como Paraguai e Argentina. Caiado criticou o papel do Itamaraty, alegando que, ao invés de promover o Brasil nos grandes debates internacionais, a pasta estaria agindo como porta-voz do PT, o que, na sua opinião, prejudica a imagem do país no cenário global.
A declaração de Caiado ocorreu em resposta às considerações do candidato do Avante, Augusto Cury, sobre a relação internacional do Brasil. Cury defendeu a necessidade de manter boas relações com os Estados Unidos, mas sem submissão. Ele ressaltou que, apesar dos problemas que enfrentam, especialmente na questão das contas públicas federais, os Estados Unidos estão sob forte pressão para resolver suas questões econômicas internas. Para Cury, o Brasil deve buscar uma relação equilibrada com os americanos, evitando prejuízos às exportações brasileiras, que podem ser afetadas por tarifas elevadas ou outras medidas protecionistas.
Ao falar sobre o tema, Caiado reforçou a ideia de que o Brasil deve manter uma postura de independência e equilíbrio nas relações internacionais, criticando o que classificou como provocação de Lula com o objetivo de criar tumulto político. A acusação de Caiado reforça uma narrativa de que o atual governo estaria mais preocupado em gerar conflitos externos do que em consolidar uma política internacional de diálogo e cooperação, além de tentar desviar a atenção do cenário eleitoral interno.








