A Receita Federal de Minas Gerais apreendeu, no primeiro semestre de 2026, um volume expressivo de drogas, sendo a cocaína a substância mais confiscada no período. Entre janeiro e junho, foram retirados de circulação aproximadamente 384,74 quilos de entorpecentes no estado, dos quais 379 quilos correspondiam a cocaína. Além dessa, foram apreendidos 5,49 quilos de maconha e 300 gramas de outras drogas, totalizando uma quantidade de drogas confiscadas que reforça a predominância da cocaína nas operações de fiscalização realizadas pela instituição.
Apesar do volume considerável de apreensões, os números representam uma redução em relação ao primeiro semestre de 2025. De acordo com o delegado da Alfândega de Belo Horizonte e auditor fiscal Flávio Machado, essa diminuição está relacionada principalmente a uma apreensão recorde ocorrida no mesmo período do ano anterior. Na ocasião, a Receita Federal conseguiu interceptar uma carga de aproximadamente 1 tonelada e 230 quilos de cocaína, enviada por meio de transporte de carga, o que elevou significativamente os números daquele semestre.
Flávio Machado explicou que, mesmo com a redução, as apreensões de 2026 continuam sendo relevantes e representam um esforço contínuo na fiscalização. “Os 379 quilos de cocaína apreendidos neste semestre ainda são bastante expressivos e demonstram a efetividade das ações de combate ao tráfico de drogas realizadas pela Receita Federal”, afirmou o delegado. Ele destacou que as operações de fiscalização abrangem diversos pontos de entrada de drogas no país e no estado, incluindo bagagens de passageiros, encomendas enviadas por empresas e Correios, além de cargas transportadas por veículos de carga que passam por recintos alfandegados.
Além disso, o trabalho de fiscalização é realizado em parceria com outros órgãos de segurança pública, como a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal, por meio de operações nas estradas. Essas ações visam identificar e apreender drogas escondidas em diferentes tipos de locais, desde bagagens de viajantes até encomendas fiscalizadas em transportadoras e nos Correios. Flávio Machado ressaltou que a atuação conjunta permite também detectar tentativas de exportação de drogas e entradas ilegais de entorpecentes no país, muitas vezes camufladas em meio a outras mercadorias.
Para o delegado, a apreensão de drogas não é apenas uma questão de segurança pública, mas também um mecanismo de enfraquecimento financeiro das organizações criminosas. “Ao retirar uma quantidade significativa de drogas de circulação, conseguimos dificultar o retorno financeiro dessas organizações, além de promover um impacto positivo na segurança da sociedade”, ressaltou.
As ações de fiscalização da Receita Federal fazem parte de uma estratégia mais ampla de combate ao tráfico de drogas e de controle rigoroso das mercadorias que entram e saem do país, contribuindo para a redução da circulação de entorpecentes e para a segurança pública no estado de Minas Gerais.









