Um jovem canguru de cauda curta foi avistado na manhã da última segunda-feira, 24 de agosto, em Liskeard, uma cidade situada no sudoeste da Inglaterra. O animal, que não é nativo do Reino Unido, foi registrado saltando tranquilamente pelas ruas da localidade por um morador, o proprietário da confeitaria Scot Weller. O ocorrido chamou atenção por se tratar de uma espécie originária da Austrália, país de onde o animal é natural, levantando questões sobre sua origem e o motivo de estar na região.
Por volta das 5h30 da manhã, Weller, que se dirigia ao trabalho, inicialmente confundiu o canguru com um cachorro devido ao seu porte e movimento. No entanto, ao perceber que se tratava de um canguru, ele passou a acompanhar o animal, tentando entender sua situação. Imediatamente, Weller entrou em contato com as autoridades locais, solicitando o resgate do animal, mas, posteriormente, o canguru desapareceu, não sendo mais localizado pelas equipes de resgate. Apesar do episódio, o animal aparentava estar em boas condições de saúde, o que reforça a hipótese de que possa estar acostumado a ambientes urbanos ou de que esteja sendo cuidado por alguém.
A presença de cangurus no Reino Unido, embora pareça uma ocorrência incomum, não é inédita. Segundo informações da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), organização responsável pela proteção animal na região, esses animais já têm sido vistos na área há vários anos. A explicação para essa presença é que muitos cangurus acabam chegando ao Reino Unido após fugirem de coleções particulares ou cativeiros ilegais, onde eram mantidos como animais exóticos de estimação. Ainda não há confirmação oficial de que o canguru avistado em Liskeard seja fruto de uma fuga ou de uma tentativa de escape de algum proprietário.
Os cangurus-de-cauda-curta, também conhecidos como macropódios, são animais de porte relativamente pequeno, mas possuem patas traseiras altamente desenvolvidas, adaptadas tanto para saltar quanto para defender-se de possíveis ameaças. Essas patas são capazes de gerar saltos de considerável altura e distância, além de serem usadas em situações de defesa contra predadores. Devido a essas características, a RSPCA recomenda que, ao deparar-se com um exemplar dessas espécies, as pessoas mantenham distância e respeitem o espaço do animal, evitando qualquer tentativa de aproximação ou contato. Caso o animal esteja ferido ou apresente sinais de sofrimento, a orientação é acionar imediatamente as autoridades competentes para que procedimentos de resgate e cuidado sejam realizados de forma segura e adequada.
Este episódio evidencia a complexidade de lidar com espécies exóticas que, por motivos diversos, acabam circulando em ambientes urbanos fora de seus habitats naturais. Além disso, reforça a necessidade de fiscalização e de ações de conscientização sobre o perigo de manter animais silvestres em cativeiro, bem como os riscos de fuga ou abandono. A situação também levanta a questão do controle de animais exóticos na Europa, onde a presença de espécies não nativas, como os cangurus, se torna uma realidade cada vez mais frequente devido ao aumento de coleções particulares e ao tráfico ilegal de animais.









