Durante uma sabatina no Jornal Nacional realizada na noite deste sábado, 29 de agosto, o escritor e candidato à presidência da República pelo partido Avante, Augusto Cury, apresentou propostas que envolvem o uso de tecnologia avançada para enfrentar problemas sociais e administrativos do Brasil. Entre as principais sugestões, Cury defendeu a criação de um ministério ou secretaria específica para inteligência artificial (IA), além do emprego de drones equipados com tecnologia de reconhecimento e sirenes para atuar no combate ao feminicídio.
Ao ser questionado sobre a necessidade de cortes de gastos na estrutura governamental, o candidato afirmou que uma das medidas estratégicas seria reduzir o número de ministérios existentes, ao mesmo tempo em que propôs a criação de novas pastas voltadas à inovação tecnológica, como uma secretaria de inteligência artificial. Segundo ele, a rápida transformação do cenário global exige uma resposta ágil do Brasil, que deve incluir a implementação de uma secretaria executiva que coordene ações relacionadas à robótica e IA. Cury alertou que, sem essa estrutura, o país poderá ser atropelado por mudanças tecnológicas, especialmente considerando a diminuição do número de nascimentos, o envelhecimento da população e a aposentadoria de uma parcela crescente de trabalhadores.
O candidato também destacou a importância de incentivar a formação de jovens talentos na área de IA, propondo que pelo menos 10 mil estudantes façam doutorado na área. Ele afirmou que, embora o Brasil não crie suas próprias inteligências artificiais, é fundamental contar com os melhores profissionais para desenvolver e pilotar as tecnologias existentes. Além disso, Cury sugeriu reverter cerca de 50 mil cargos comissionados atualmente ocupados na administração pública, defendendo a redução de funções não essenciais e a substituição de parte dos funcionários por soluções de IA, com o objetivo de otimizar recursos públicos por meio de uma gestão mais eficiente e digitalizada.
No âmbito da segurança, Cury apresentou uma proposta inovadora para o combate ao feminicídio, defendendo o uso de aplicativos de celular e drones equipados com inteligência artificial. Segundo ele, mulheres que se sentirem ameaçadas poderiam acionar um botão de emergência no telefone, acionando uma sirene e gerando uma resposta automática que enviaria um alerta às delegacias próximas, possibilitando uma intervenção rápida. Ele também sugeriu o uso de drones com sinais de alerta direcionados ao local do agressor, uma tecnologia já empregada em outros países, que poderia atuar na prevenção de crimes.
Por fim, o candidato abordou suas propostas para a saúde pública, defendendo que cerca de 80% das consultas básicas do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam realizadas por teleatendimento. Segundo Cury, a telemedicina, quando bem estruturada e apoiada por inteligência artificial, pode ampliar o acesso a cuidados médicos, especialmente em regiões periféricas, permitindo atendimentos 24 horas por dia. Ele exemplificou a possibilidade de atender, de madrugada, crianças com diarreia e vômito na periferia, reduzindo a sobrecarga dos hospitais e melhorando o acesso a serviços essenciais de saúde.









