Com o início oficial do horário eleitoral na Rádio e na TV, os candidatos passam a ter uma oportunidade significativa de ampliar sua exposição perante o eleitorado, influenciando diretamente o crescimento de suas candidaturas. Diferentemente das redes sociais, onde os algoritmos tendem a reforçar as bolhas de cada usuário, a propaganda veiculada nesses meios tradicionais alcança praticamente todos os lares brasileiros, proporcionando uma visibilidade mais ampla e diversificada. Nesse contexto, candidatos de diferentes espectros políticos — centro, direita e esquerda — podem ser vistos por um público mais heterogêneo, o que favorece aqueles que dispõem de maior tempo de propaganda, geralmente decorrente de coligações mais amplas ou com partidos de maior estrutura.
Apesar de essa maior exposição favorecer candidatos com maior tempo de campanha, diversos fatores adicionais também influenciam o potencial de crescimento de uma candidatura. Entre eles, destacam-se o contexto econômico geral, o cenário político regional, o grau de polarização, o carisma do candidato, a aderência de suas propostas às demandas populares e o nível de identificação do eleitor com o postulante. Esses elementos, considerados dentro do que é permitido pela legislação eleitoral, formam um conjunto de variáveis que podem determinar o sucesso ou fracasso de uma candidatura.
No entanto, além dessas questões legais e estratégicas, comportamentos ilegais, mas fiscalizáveis, também desempenham um papel explosivo no cenário eleitoral. Entre as práticas ilícitas mais notórias estão a compra de votos, que representa uma ameaça à integridade do processo democrático. A fiscalização e a conscientização da sociedade são essenciais para coibir essas ações e garantir que o eleitor não seja corrompido por interesses que não representam suas reais necessidades.
A participação cidadã, portanto, torna-se ainda mais importante nesse momento, uma vez que o papel do eleitor na denúncia e na resistência a práticas ilegais pode impactar diretamente na legitimidade do processo eleitoral. A questão que se coloca é: quem corrompe o eleitor, ao oferecer vantagens ilegais, realmente representa seus interesses ou apenas perpetua um sistema de corrupção que prejudica toda a sociedade? Assim, o período de propaganda eleitoral na televisão e rádio não apenas amplia a visibilidade dos candidatos, mas também evidencia a importância de uma atuação consciente e ética por parte de todos os envolvidos na eleição.






