Um homem de 29 anos foi morto na manhã desta sexta-feira, 4 de novembro, durante uma ação da Polícia Militar na cidade de Itaguara, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. André Alivi dos Santos foi atingido por um disparo efetuado por policiais do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER). A versão apresentada pela polícia indica que André resistiu à prisão e portava arma de fogo, o que teria motivado o disparo. Contudo, familiares do jovem contestam essas informações, alegando que ele não tinha envolvimento com atividades ilícitas e que foi surpreendido pelos policiais enquanto se preparava para ir ao trabalho.
Segundo a Polícia Militar, os agentes foram até um imóvel localizado na Rua José Nicolau Andrade com o objetivo de cumprir um mandado de prisão contra André. De acordo com a corporação, durante a abordagem, o homem estaria armado e resistiu à tentativa de detenção, colocando os policiais em situação de risco. Ainda conforme a versão oficial, um dos militares efetuou um disparo que atingiu André, que foi socorrido pelos próprios policiais e levado ao Hospital de Itaguara, onde não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A perícia da Polícia Civil foi acionada para realizar os trabalhos no local e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Por outro lado, os familiares de André afirmam que ele não tinha envolvimento com o tráfico de drogas ou qualquer atividade criminosa. Segundo eles, o jovem, que era pai de uma criança, estava dentro de sua residência, sentado na cama, e se preparando para sair para o trabalho, quando foi surpreendido pelos policiais. Os parentes relatam que André foi rendido sem oferecer resistência e que, após o tiro, não teve chance de se defender. A família descreve André como uma pessoa trabalhadora, cristã e sem antecedentes criminais. Além disso, uma tia da vítima contestou a informação de que André morreu após ser levado ao hospital, afirmando que ele faleceu ainda no local do disparo.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que André Alivi dos Santos não possui registros de passagem pelo sistema prisional, reforçando a versão de que ele não tinha antecedentes criminais. Contudo, a tia de André também revelou que o mandado de prisão que motivou a presença policial na região seria, na verdade, contra um primo do jovem, residente em uma casa vizinha. Segundo ela, os policiais teriam confundido os dois homens durante a operação, o que agravaria a controvérsia sobre as circunstâncias do confronto.
A Polícia Militar mantém a versão de que havia um mandado de prisão contra André e que ele estava armado no momento da abordagem. As circunstâncias exatas do disparo ainda serão apuradas, e a perícia da Polícia Civil esteve no local após o ocorrido para investigar o caso de forma detalhada. O inquérito deverá esclarecer se houve abuso ou erro por parte dos policiais, bem como determinar as responsabilidades pelo desfecho fatal.
Este episódio evidencia a complexidade das operações policiais na região e reacende debates sobre o uso da força e a precisão das ações de segurança pública. A investigação continuará para apurar se as versões se confrontam de fato e para garantir que os procedimentos adequados tenham sido seguidos durante a abordagem.








