Uma mulher identificada como Sonilma Batista revelou, por meio de um vídeo gravado na manhã desta sexta-feira (4), que seu sobrinho, André Alivi dos Santos, de 29 anos, foi vítima de uma ação policial considerada por ela como uma execução. Segundo ela, André foi morto por policiais do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), durante uma operação na cidade de Itaguara, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
No vídeo, Sonilma aparece na rua, possivelmente em frente à residência onde o jovem foi morto, com militares do lado de fora de um portão. Outras pessoas também aparecem na cena, enquanto ela denuncia que André foi atingido sem motivo aparente. Ela afirma que a polícia encontrou o jovem dormindo na casa e, sem qualquer troca de tiros, efetuou os disparos que resultaram na morte do rapaz. “Acharam o cara dormindo e mataram ele. Inocente, hein? Inocente. Na comunidade do Areião, gente. Olha para vocês verem a situação, cara. Cara inocente, hein? Cara não mexe com droga, o cara trabalhador. Eles simplesmente chegaram e mataram”, declarou Sonilma no vídeo.
De acordo com relatos de familiares, André não tinha envolvimento com atividades ilícitas e se preparava para ir ao trabalho no momento em que a operação policial ocorreu. Outra familiar, que preferiu não se identificar, contou à reportagem da Itatiaia que os policiais entraram na residência e efetuaram pelo menos dois tiros contra o jovem, que morreu no local. Ela também afirmou que os policiais tinham um mandado de prisão contra uma pessoa que morava na casa número 114, enquanto o incidente ocorreu na casa número 116, onde André estava. A mesma fonte revelou que o alvo dos policiais seria um primo de André, conhecido como Gustavo, que teria passagem pela polícia e uso de drogas.
A mulher destacou que André era pai de um menino autista de três anos, que não tinha problemas com ninguém na comunidade. “Ele tinha um filho autista, não verbal, de três anos, e era uma pessoa incrível. Não amolava ninguém, conversava com todo mundo, não tinha problema com vizinhos, nada”, afirmou. A família questiona a ação policial, alegando que a morte foi injustificada e que André foi vítima de uma abordagem violenta sem justificativa aparente.
A Polícia Militar de Minas Gerais foi procurada para comentar o caso, mas até o momento não se manifestou oficialmente. A expectativa é de que as autoridades esclareçam as circunstâncias da operação e esclareçam se houve troca de tiros ou se a morte de André decorreu de uma ação equivocada. Este episódio reacende o debate sobre o uso da força policial na região metropolitana de Belo Horizonte e a necessidade de investigações transparentes em casos de mortes em operações policiais.






