O homem suspeito de assassinar sua companheira, Tamiris Graziele Evangelista, foi formalmente indiciado por feminicídio majorado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O crime ocorreu em um quarto de motel localizado na Rua dos Guaranis, no centro de Belo Horizonte, na tarde do dia 16 de agosto. A investigação aponta que Douglas Luiz Pereira, autor do homicídio, cometeu o ato utilizando recursos que dificultaram a defesa da vítima, como asfixia, além de emprego de violência contra Tamiris, que era mãe de uma criança.
Segundo o inquérito policial, Tamiris foi morta por asfixia mecânica por constrição cervical externa. A polícia também reforçou a necessidade de manter a prisão preventiva de Douglas Pereira, considerando a gravidade do crime e os riscos à ordem pública. A indiciamento por feminicídio majorado foi motivado pelo fato de o homicídio ter sido cometido com agravantes, como o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além do emprego de violência, e por ela ser mãe de uma criança.
As investigações revelaram que Douglas já possuía histórico de agressões contra Tamiris. Os pais da vítima relataram que, em uma ocasião anterior, ele a chutou na barriga enquanto ela estava grávida de gêmeos, o que resultou na perda dos bebês. Essas informações reforçam o padrão de violência doméstica e o contexto de vulnerabilidade da vítima, que, segundo o relatório policial, teria sofrido agressões físicas e psicológicas ao longo do relacionamento.
No dia do crime, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada por um hóspede do motel, que ouviu uma discussão e gritos de socorro vindo de um dos quartos. Ao chegar ao local, o homem encontrou a porta do quarto parcialmente aberta por uma abertura giratória. Ao questionar Douglas sobre o estado de Tamiris, ele afirmou que ela havia tomado comprimidos e desmaiado. Ainda de acordo com o relato, Douglas apresentou comportamento agressivo, xingou o hóspede, ordenou que ele se afastasse e, antes de fechar a porta, afirmou que “acabou tudo”.
O hóspede também relatou que, após essa conversa, percebeu uma mudança na cena dentro do quarto, visualizando Douglas deitado ao lado de Tamiris, o que indicou uma possível reconstituição do momento do crime. A polícia realizou a prisão em flagrante de Douglas Pereira, que foi levado para a delegacia para os procedimentos cabíveis.
A Polícia Civil de Minas Gerais reforçou que as investigações continuam, principalmente para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e possíveis antecedentes de violência. A manutenção da prisão preventiva do suspeito é vista como medida imprescindível para garantir a segurança e a continuidade das apurações. O caso evidencia a gravidade da violência doméstica e a necessidade de ações preventivas e repressivas para proteger as vítimas.







