A família de André Alivi dos Santos, de 29 anos, denunciou que o jovem foi vítima de uma morte por engano durante uma operação realizada pelo Grupamento Especializado em Recobrimento (GER) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ocorrida na cidade de Itaguara, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo relatos dos familiares, André foi atingido por disparos enquanto se preparava para ir ao trabalho na manhã de sexta-feira, dia 4 de outubro, vindo a falecer no local do ocorrido.
A operação policial tinha como alvo um primo de André, identificado como Gustavo, que reside na mesma propriedade, embora em uma casa diferente. De acordo com as informações disponíveis, havia um mandado de prisão em aberto contra Gustavo, suspeito de envolvimento com o uso de drogas e com antecedentes criminais. Os familiares de André afirmam que ele não tinha qualquer ligação com as atividades investigadas e que sua morte foi resultado de um equívoco por parte dos policiais.
A ação policial, que ocorreu na manhã de sexta-feira, foi motivada por uma denúncia ou investigação envolvendo Gustavo, mas, durante a intervenção, os agentes entraram na residência onde André se encontrava e efetuaram os disparos. Ainda não há detalhes oficiais sobre a quantidade de tiros ou as circunstâncias exatas do confronto, mas os familiares de André alegam que ele foi atingido sem qualquer resistência ou ameaça, sendo morto no próprio local.
A Polícia Militar de Minas Gerais foi procurada pela reportagem da Itatiaia para comentar o episódio, mas até o momento não forneceu uma resposta oficial sobre o caso. A instituição informou que está apurando os fatos e que aguarda o retorno de suas equipes para esclarecer as circunstâncias da operação e a conduta dos policiais envolvidos.
Este episódio reacende o debate sobre o uso da força policial em operações de rotina, especialmente em áreas residenciais, onde o risco de vítimas inocentes é elevado. A morte de André, que não tinha qualquer relação com a investigação, levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados pelas forças de segurança e a necessidade de maior rigor na abordagem para evitar tragédias como esta.
A família de André Alivi dos Santos exige respostas e justiça, enquanto as autoridades policiais permanecem em silêncio até a conclusão das investigações. A expectativa é que, após apuração, sejam esclarecidas as circunstâncias do ocorrido e que providências sejam tomadas para evitar novos casos de mortes por engano em operações policiais no estado de Minas Gerais.







