O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à presidência da República, realizou um discurso nesta segunda-feira (7) na Avenida Paulista, durante ato contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua fala, Bolsonaro declarou que “quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes” e reforçou seu posicionamento favorável ao impeachment do ministro, afirmando que irá indicar cinco nomes ao STF, prevendo a queda de Moraes.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro destacou a necessidade de proteger o Supremo Tribunal Federal de supostas ações de Moraes, comparando-o a uma “laranja podre” que poderia contaminar toda a corte. Ele afirmou que o Judiciário, especialmente o STF, não deve ser representado por Moraes e que o tribunal não deve ser definido por suas ações. O senador também fez referências ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso desde o final de 2022 após condenação do STF por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro relembrou o atentado contra a vida de Jair Bolsonaro, ocorrido em Juiz de Fora, em setembro de 2018, marcando o aniversário de oito anos do episódio, e criticou o que chamou de “farsa” do 8 de janeiro, dia em que o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo foram invadidos por apoiadores do ex-presidente.
Flávio Bolsonaro afirmou que está encarando sua missão política com fé e dedicação, mesmo sob risco à sua integridade física, usando colete à prova de balas durante a campanha. Ele alertou que a esquerda tentará uma “terceira facada” contra ele e seus aliados, mas garantiu que a resistência será forte, afirmando estar de “peito aberto” e que a união de seus apoiadores é maior do que as tentativas de oposição.
No combate ao governo Lula, o senador fez duras críticas à administração petista, associando-a a denúncias de corrupção, especialmente no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele citou o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como ‘Lulinha’, como exemplo de impunidade, alegando que o governo e seus aliados estão envolvidos em práticas corruptas. Bolsonaro acusou Lula de indicar ministros do STF com o objetivo de perseguir Bolsonaro e seus apoiadores, além de apontar a nomeação de um procurador-geral da República e de um chefe da Polícia Federal como parte de um “conluio” para enfraquecer seus adversários políticos.
Por fim, Flávio reforçou sua posição de combate, afirmando que o seu objetivo é tirar Lula do poder, acusando o governo de ser o mais corrupto da história do país. Ele acusou Lula de destruir estatais e de desviar recursos dos aposentados do INSS, além de relacionar o apoio político de Moraes e de outros nomes indicados por Lula a uma estratégia de perseguição a Bolsonaro e seus aliados. O senador também criticou a presença de ‘Lulinha’ na Espanha, alegando que o jovem vive com privilégios financiados pelo dinheiro dos aposentados, e reafirmou seu compromisso de continuar lutando contra o que chamou de “corrupção e injustiça” promovidas pelo atual governo.









