O Clube Atlético Mineiro está se organizando para pagar uma dívida de aproximadamente 100 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 592 mil na cotação atual, ao Esporte Clube Bahia. A dívida refere-se à aquisição definitiva do zagueiro Vitor Hugo, de 35 anos, que foi contratado pelo clube mineiro inicialmente por empréstimo no início de 2025. O pagamento, que deveria ter sido efetuado em maio deste ano, será realizado por meio da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão vinculado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após o Bahia acionar o clube mineiro na instância arbitral. A direção do Atlético não informou o prazo definido para a quitação do valor devido.
A contratação de Vitor Hugo pelo Atlético ocorreu no início de 2025, quando o jogador chegou ao clube por empréstimo junto ao Bahia. Na época, a participação do zagueiro no time foi limitada, especialmente sob o comando do técnico Cuca, que preferia outras opções na defesa. Contudo, com a chegada do técnico Jorge Sampaoli, Vitor Hugo passou a integrar a equipe titular e se tornou uma peça importante na estrutura defensiva do Atlético. Sua adaptação ao esquema tático de Sampaoli contribuiu para sua ascensão na equipe, culminando em uma sequência de boas atuações e na conquista de um espaço de destaque no elenco.
Durante o ano de 2025, Vitor Hugo disputou um total de 34 partidas pelo Atlético, marcando quatro gols. Sua atuação foi considerada relevante na campanha do clube na temporada, ajudando na solidez defensiva e contribuindo com gols importantes. Com o bom desempenho, o clube decidiu exercer a compra definitiva do zagueiro no início de 2026, formalizando a contratação com um contrato válido até o fim de 2027. Desde então, Vitor Hugo tem atuado de forma regular na equipe, com 30 jogos na atual temporada e três gols marcados até o momento, conforme informações inicialmente divulgadas pelo RTI Esporte e confirmadas por O TEMPO Sports.
A questão do pagamento da dívida ao Bahia é um aspecto que acompanha o clube desde o momento da aquisição do jogador. A não quitação no prazo inicialmente estabelecido gerou o acionamento do clube baiano na CNRD, órgão responsável por arbitrar disputas financeiras no futebol brasileiro. A decisão de resolver a questão por meio da CNRD reforça a busca pelo cumprimento das obrigações contratuais de forma formal e regulamentada, evitando possíveis sanções ou complicações futuras para o Atlético.
Este episódio evidencia a importância de a gestão dos clubes manterem uma atenção rigorosa às questões financeiras relacionadas às contratações de jogadores, especialmente em negociações que envolvem valores expressivos e prazos de pagamento. A resolução da dívida, ainda que por meio de instância arbitral, é fundamental para a manutenção da regularidade financeira do Atlético e para evitar impactos negativos na sua credibilidade perante órgãos reguladores e outros parceiros do futebol brasileiro.









