O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou nesta segunda-feira, 7 de setembro, durante uma manifestação realizada na Avenida Paulista pelo Dia da Independência, que irá até o estado do Amapá para promover um protesto em defesa do impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ferreira declarou que sua intenção é manifestar-se na terra do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, até o momento, sinalizou não apoiar o processo de afastamento do magistrado.
Durante o ato, Ferreira afirmou que há um “último personagem nessa história” e pediu que Alcolumbre, caso estivesse assistindo às declarações, não se sentisse ofendido, mas reforçou que o povo brasileiro deseja o impeachment de Moraes. Segundo o deputado, “o povo quer o impeachment de Alexandre de Moraes”, e, para isso, ele mesmo tomaria uma atitude direta: “Se isso não basta para você, essa noite eu orei e tive uma ideia: domingo às 15h, na Praça Jacy Barata, estarei no Amapá, terra do Alcolumbre, para manifestar na casa dele”, afirmou Ferreira.
A manifestação contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência da República, e reuniu uma multidão de apoiadores. Ferreira aproveitou a ocasião para classificar Moraes como criminoso, fazendo referência às recentes revelações relacionadas ao Caso Master, uma investigação que envolve o ministro e o banqueiro Daniel Vocaro. Ferreira destacou que sua presença na região visa expressar que “o Brasil quer o impeachment do Moraes”, reforçando sua posição de oposição ao magistrado.
Além da questão judicial, Ferreira também abordou o cenário político nacional, apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele lembrou a trajetória do clã Bolsonaro, reconhecendo que o senador não é perfeito, mas afirmando que a população já superou a fase de esperar uma vitória de Lula nas eleições presidenciais. Segundo Ferreira, o Brasil já passou por esse momento e, no próximo dia 4 de outubro, a expectativa é de uma vitória que represente uma mudança na política brasileira, defendendo a eleição de Flávio Bolsonaro como uma forma de “libertação do povo” e de justiça para o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de reivindicações como a classificação de facções criminosas como terroristas, a redução de impostos e a possibilidade de adquirir picanha com mais facilidade.
A postura de Ferreira evidencia o clima de polarização que marca o cenário político brasileiro, especialmente em momentos de eleição, com manifestações de apoio e oposição a figuras do Judiciário e do Executivo. O anúncio do protesto no Amapá reforça a estratégia de mobilização de setores que defendem o impeachment de Moraes, um tema que tem dividido opiniões e gerado debates intensos no âmbito político e jurídico do país.







