O presidente seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), Gustavo Chalfun, afirmou nesta segunda-feira, 7 de novembro, que a entidade está cobrando uma resposta urgente do Supremo Tribunal Federal (STF) referente às recentes revelações relacionadas ao Caso Master. Em entrevista concedida à Itatiaia, Chalfun classificou as denúncias envolvendo ministros da Corte como “gravíssimas” e reforçou a necessidade de uma atuação célere por parte do tribunal.
A situação ganhou destaque após a divulgação de novas informações no âmbito do inquérito que investiga possíveis irregularidades no Banco Master, uma operação financeira de grande repercussão nacional. Segundo Chalfun, as denúncias apontam para elementos que podem comprometer a integridade de integrantes do STF, o que reforça a urgência de uma resposta clara e efetiva por parte do tribunal máximo do país.
Na próxima quarta-feira, 9 de novembro, Gustavo Chalfun participará de uma reunião com os presidentes da OAB de outros estados e com o próprio presidente do STF, ministro Edson Fachin. O objetivo do encontro é transmitir a necessidade de uma resposta “imediata” às denúncias que surgiram no âmbito do inquérito do Banco Master, além de reforçar o compromisso de instituições como a OAB de zelar pela observância da legalidade e pela preservação do Estado Democrático de Direito.
Chalfun destacou que a atuação do STF deve ser pautada pela transparência e pela responsabilidade, especialmente em um momento em que o país enfrenta instabilidades políticas e um cenário eleitoral delicado. Segundo ele, é imprescindível que o tribunal se manifeste de forma a garantir a confiança da sociedade nas instituições democráticas, sobretudo diante de denúncias que envolvem ministros da própria Corte.
O líder da OAB-MG também reforçou o papel da entidade na defesa do Estado de Direito, citando o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, Lei nº 8.906/1994, como respaldo para a atuação institucional. Ele afirmou que a OAB está cumprindo seu papel de fiscalizar a aplicação das leis e de cobrar transparência de todos os poderes, especialmente do Judiciário.
Em uma avaliação mais pessoal, Gustavo Chalfun ressaltou a necessidade de cautela e transparência no contexto atual do Brasil. Ele afirmou que o momento exige que as instituições atuem com responsabilidade, especialmente no cenário eleitoral, onde a sensibilidade e a tensão estão elevadas. Para ele, a credibilidade das instituições públicas depende de uma postura transparente e comprometida com a verdade, sobretudo em momentos de crise como o que o país atravessa atualmente.







