Um homem de 24 anos, Marco Antônio do Nascimento de Souza, se entregou nesta sexta-feira (11) na Delegacia de Homicídios de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após ser apontado como suspeito de assassinar sua ex-companheira, Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos. O crime ocorreu na noite do dia 7 de setembro, quando Ana foi encontrada morta na residência do ex-companheiro, após uma visita à casa dele para buscar a filha de ambos, de 1 ano e 5 meses.
De acordo com informações da polícia, Ana Beatryz chegou ao imóvel por volta das 21h47, conforme registros de câmeras de segurança. A jovem tinha a intenção de buscar a filha, mas, segundo relato de familiares, Marco Antônio se recusava a entregá-la. A situação resultou em uma discussão, e Ana foi encontrada caída no chão com múltiplos ferimentos após a briga. Testemunhas relataram que, após o incidente, Marco Antônio fugiu do local, permanecendo foragido até sua entrega às autoridades.
A Polícia Militar foi acionada pelo primo do suspeito, que ouviu a discussão e, ao perceber o silêncio, decidiu verificar a residência. No local, encontrou Ana Beatryz caída e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os profissionais constataram a morte da jovem, estimando que ela havia falecido aproximadamente 50 minutos antes da chegada do socorro. A perícia realizada no local revelou que Ana apresentava ferimentos na cabeça, causados por chutes e socos, embora nenhum objeto utilizado na agressão tenha sido localizado.
Familiares de Ana relatam que ela e Marco Antônio mantinham um relacionamento por cerca de quatro anos, encerrado há pouco mais de três meses. Mesmo após a separação, o casal continuava a ter conflitos, especialmente relacionados à guarda da filha. Segundo depoimentos, Marco Antônio não aceitava o fim do relacionamento e apresentava divergências com Ana sobre o regime de convivência da criança.
O caso também envolve uma denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que acusou Marco Antônio de feminicídio. A Polícia Civil já iniciou as investigações, e o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames complementares. A família de Ana Beatryz manifesta o desejo de justiça e afirma que pretende lutar pela guarda da filha menor.
Este episódio reforça a gravidade da violência doméstica e o impacto do conflito familiar na vida das vítimas, além de evidenciar a necessidade de ações mais eficazes no enfrentamento à violência contra a mulher. A polícia continua apurando as circunstâncias do crime e buscando compreender as motivações que levaram ao homicídio.









