A corrida pelo Senado em Minas Gerais apresenta um cenário de equilíbrio, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira, 11 de setembro, pelo Instituto Datafolha. A pesquisa revela que três candidatos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, indicando uma disputa acirrada pela ocupação de duas das três vagas disponíveis na Casa Alta do Congresso Nacional.
De acordo com o levantamento, a candidata Marília Campos (PT) lidera as intenções de voto com 12%, seguida por Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), ambos com 10%. A diferença entre eles é considerada estatisticamente insignificante, dado o nível de confiança de 95% e a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Essa proximidade reforça a complexidade do cenário eleitoral em Minas Gerais, um estado tradicionalmente considerado um importante centro de influência política no país.
Na sequência, aparece Domingos Sávio (PL) com 8% das preferências, enquanto Marcelo Aro (PP) soma 6%. Em comparação com a última pesquisa, que não incluía Aécio Neves, os candidatos que mais tiveram crescimento foram Carlos Viana e Domingos Sávio, ambos com aumento de 2 pontos percentuais. Esses movimentos indicam uma possível consolidação de candidaturas ou uma mudança no perfil de intenções de voto ao longo do período de pesquisa.
Entre os demais concorrentes, destacam-se Áurea Carolina (PSOL), que possui 3% das intenções, e Ana Luiza, do Movimento Brasil Livre (UP), e Marco Antônio Superman, do partido Novo, ambos com 2%. Esses números demonstram uma dispersão de votos na faixa mais baixa, típica de eleições em que há uma variedade de candidatos com menor projeção de vitória.
É importante lembrar que, neste ano, os eleitores mineiros terão que votar em dois candidatos diferentes, pois o estado dispõe de duas cadeiras no Senado Federal. Assim, o processo eleitoral envolve a escolha de duas diferentes opções, ao contrário de eleições anteriores, influenciando a estratégia de campanha e o comportamento do eleitorado.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 10 de setembro, entrevistando 1.204 eleitores com 16 anos ou mais em Minas Gerais. A metodologia adotada garante um nível de confiança de 95%, com uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-01611/2026, garantindo sua validade e transparência.
Este cenário de empate técnico reforça a importância do período de campanha que se inicia, já que as intenções de voto podem oscilar conforme os debates, propostas e eventos políticos que ocorrerem até o dia da eleição, marcada para outubro. A disputa pelo Senado em Minas Gerais, um dos maiores colégios eleitorais do país, permanece como uma das mais observadas na corrida presidencial e estadual, dada sua influência na composição do Congresso Nacional.









