Está agendado para esta segunda-feira, 14 de setembro, o exame que irá avaliar a possível insanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino, a diarista suspeita de cometer o homicídio de um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. A perícia psiquiátrica foi confirmada pelo jornal O TEMPO neste domingo, 13 de setembro, e faz parte do procedimento investigativo em andamento no caso.
A suspeita é apontada como responsável por matar o casal, identificado como Cláudio e Maria Clotilde, após roubar objetos do apartamento das vítimas. Segundo as informações disponíveis, o crime ocorreu de forma violenta e brutal, com a vítima masculina apresentando 43 lesões perfurocortantes, enquanto a feminina apresentava 15 dessas mesmas lesões. Além disso, as vítimas sofreram queimaduras extensas na face, tórax e membros, que podem ter sido causadas por agentes térmicos ou químicos, indicando um grau de crueldade no ato, conforme avaliação do magistrado responsável pelo caso.
Enquanto aguarda a realização do exame de insanidade, a defesa de Paola tenta obter sua libertação por meio de um habeas corpus. Os advogados Bruno Corrêa e Lucas Salmon argumentam que a cliente é ré primária, possui “excelentes antecedentes criminais, conduta exemplar e boa-fé perante a sociedade”, além de afirmar que o caso seria uma ocorrência isolada em sua trajetória de vida. Contudo, a solicitação de liberdade foi inicialmente negada na segunda instância, após análise do pedido liminar pelo desembargador Valladares do Lago.
Na decisão, o desembargador destacou a gravidade do crime, classificando-o como de extrema brutalidade. Ele ressaltou que, além das múltiplas lesões, as vítimas foram submetidas a torturas, evidenciadas pelas queimaduras e pelos ferimentos extensos. O magistrado também observou que a investigada possui histórico de crimes contra o patrimônio, especialmente delitos previstos no artigo 157 do Código Penal Brasileiro, caracterizados pelo uso de violência imprópria, incluindo a utilização de remédios sedativos, como o Clonazepam, para diminuir a resistência das vítimas durante o crime.
Antes de encaminhar o caso à apreciação da 4ª Câmara Criminal, o desembargador solicitou manifestação da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Na semana passada, o juiz Alexandre Magno apresentou a cronologia dos fatos e informou que o processo principal encontra-se suspenso até a realização da perícia psiquiátrica, cujo laudo é essencial para o andamento do procedimento judicial.
Procurado, o advogado Bruno Corrêa confirmou a realização do exame de insanidade mental e manifestou uma expectativa positiva quanto ao resultado do procedimento, o que poderá influenciar diretamente na continuidade do processo penal contra sua cliente. O caso permanece sob análise das autoridades judiciais, que aguardam o laudo pericial para avançar nas etapas seguintes da investigação e julgamento.









