A Polícia Federal (PF) comunicou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que dispõe de recursos técnicos capazes de gerar e distribuir cópias do conteúdo digital do telefone do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a todos os ministros que solicitarem acesso às informações. A manifestação ocorreu neste domingo, 13 de setembro, em resposta ao prazo de 24 horas estabelecido por Fachin para que a PF apresentasse esclarecimentos detalhados sobre a guarda e as condições do aparelho apreendido na investigação conhecida como Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.
Segundo a PF, o telefone apreendido, um iPhone 17 Pro, e a extração original dos dados permanecem sob a custódia da própria Polícia Federal, sem terem saído de suas instalações. A instituição reforçou que o material está armazenado dentro de uma cadeia de custódia formal, com lacres intactos e mecanismos digitais que garantem a integridade do conteúdo. Além disso, a PF destacou que a cópia dos dados enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, em março deste ano, não corresponde ao acervo original, mas sim a uma duplicata solicitada formalmente pelo próprio gabinete do ministro, o que reforça o compromisso da Polícia Federal com o respeito ao devido processo legal.
A Polícia Federal também colocou-se à disposição do STF para fornecer esclarecimentos adicionais ou realizar perícias que possam verificar a integridade do conteúdo digital sob sua guarda. A manifestação ocorre em um momento de intensas cobranças por parte de ministros do tribunal, como Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que reivindicam acesso completo ao espelhamento do telefone de Vorcaro antes do julgamento agendado para a próxima terça-feira, 15 de setembro. A pauta do plenário inclui a análise do relatório da PF sobre trocas de mensagens entre Vorcaro e o ministro Moraes, o que acirrou o debate sobre a transparência e o acesso às informações.
Antes da resposta da PF, o relator do caso, André Mendonça, afirmou que mantém sob sua guarda apenas uma duplicata criptografada e selada do conteúdo, destinada a garantir a segurança contra possíveis perdas do material original, sem, contudo, ter manuseado o conteúdo completo. A Polícia Federal explicou que, na manhã do domingo, encaminhou ao STF uma resposta ao despacho de Fachin, esclarecendo que o material original permanece integralmente sob sua custódia, com lacres e mecanismos digitais de validação de integridade intactos. A instituição reforçou ainda que a cópia enviada ao gabinete de Mendonça, em março, foi solicitada formalmente e não representa o acervo original, que nunca saiu de suas instalações.
A PF finalizou afirmando que possui condições técnicas plenas para produzir e enviar cópias idênticas da extração de dados aos demais gabinetes que solicitarem, sempre observando as determinações do STF e as cautelas de sigilo necessárias. A Polícia Federal reiterou seu compromisso com a preservação da cadeia de custódia, o respeito ao devido processo legal e colocou-se à disposição do tribunal para quaisquer esclarecimentos adicionais ou verificações de integridade do conteúdo digital sob sua responsabilidade.








