O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, passou a dedicar parte do seu tempo na prisão às atividades de manutenção de hortas e jardins no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A transferência do empresário para essa unidade ocorreu em 25 de junho de 2026, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Polícia Federal (PF) expressar dificuldades estruturais para manter Vorcaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ele estava inicialmente custodiado. Desde então, ele permanece sob a custódia do batalhão militar, localizado no complexo da Papuda.
A rotina de Vorcaro na unidade inclui atividades relacionadas à horticultura e jardinagem, que fazem parte de sua rotina interna, além de leitura de livros, visualização de televisão e reuniões com sua equipe de advogados. Essas atividades têm o objetivo de ocupar seu tempo na prisão, mas também podem ser consideradas para eventual remição de pena, de acordo com as regras do sistema prisional, caso haja futura condenação e reconhecimento judicial do período trabalhado. A possibilidade de redução de pena por meio do trabalho é prevista na legislação brasileira, e a participação de Vorcaro nessas atividades pode influenciar sua situação jurídica futura.
A transferência de Vorcaro para o 19º Batalhão ocorreu após a Polícia Federal apontar dificuldades estruturais para manter o ex-banqueiro na Superintendência, onde a infraestrutura não atendia às necessidades de sua custódia prolongada. A decisão do ministro Mendonça levou em consideração a necessidade de garantir condições adequadas de encarceramento, optando por uma unidade da Polícia Militar que pudesse oferecer uma estrutura mais adequada para o período de detenção. Desde a transferência, Vorcaro permanece na unidade militar, onde sua rotina inclui tarefas de jardinagem, além de outros momentos de lazer e estudos, sob supervisão.
No âmbito jurídico, Vorcaro é investigado no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master e à Operação Compliance Zero. Ele voltou a prestar depoimento à Polícia Federal em 28 de agosto, ocasião na qual negou ter obtido informações privilegiadas do Banco Central ou oferecido vantagens a servidores da instituição. Essas investigações ganharam destaque também por envolver mensagens trocadas entre Vorcaro e autoridades, que estão no centro da crise atual envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal, ampliando o impacto político do caso.
As investigações continuam em andamento, e a defesa de Vorcaro trabalha para definir os próximos passos jurídicos, enquanto o ex-banqueiro permanece preso na unidade militar, aguardando o desfecho do processo. Sua situação jurídica e as atividades realizadas na prisão continuam sendo acompanhadas de perto pelos órgãos de investigação e pelo sistema judicial, que avaliam a extensão de sua participação nos fatos investigados.







