Uma floricultura situada no centro de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enfrenta uma série de atos ilícitos que vêm ocorrendo ao longo do último ano. Desde o início de 2023, o estabelecimento foi invadido pelo menos oito vezes, todas por um mesmo suspeito, que tem sido apontado pelos proprietários como responsável pelos furtos e danos. Apesar das tentativas de coibir as ações criminosas, a situação tem causado prejuízos financeiros e abalo emocional aos proprietários, além de gerar uma sensação constante de insegurança.
Segundo informações obtidas junto à família do proprietário, o mesmo homem é reconhecido pelas câmeras de segurança como o responsável por todas as invasões registradas neste período. Em uma das ocasiões, o suspeito chegou a ser detido após furtar um celular do estabelecimento, mas foi liberado poucos dias depois. A família relata que, mesmo após a prisão, o indivíduo retornou ao local cinco dias depois, demonstrando uma persistência preocupante.
As imagens captadas pelas câmeras revelam ações recorrentes do suspeito, que, em uma das invasões, pula o portão de entrada usando bermuda branca, adentra os fundos da loja e leva plantas, incluindo espécies exóticas. Ana Rafaela, filha do proprietário, explica que o suspeito costuma escolher itens específicos, levando pequenas quantidades de mercadorias a cada invasão, como plantas, orquídeas sem flores e, em uma ocasião, uma planta exótica. Ela destaca que todas as oito invasões ocorridas neste ano foram praticadas pelo mesmo indivíduo, cuja identidade ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.
No dia 2 de setembro, as câmeras registraram uma nova invasão, desta vez com o suspeito levando um celular que estava sobre uma mesa. O aparelho foi rastreado, e as informações obtidas auxiliaram a polícia na prisão do suspeito. Entretanto, a tranquilidade durou pouco. Segundo relato da família, o homem foi liberado após a detenção e, apenas cinco dias depois, voltou ao estabelecimento. Imagens recentes mostram o suspeito chegando ao local com um pano na mão, que posteriormente utilizou para cobrir o rosto, e forçando a retirada de fios de cobre da estrutura da loja. Antes de deixar o local, ele acionou o alarme, que chegou a disparar.
Ana Rafaela expressa sua insatisfação com a liberação do suspeito, mesmo após a reincidência. Ela elogia a atuação das forças policiais, mas questiona a decisão de soltura, que, na sua visão, favorece a continuidade dos crimes. A floricultura, que há 29 anos pertence à família, tem sofrido com os prejuízos decorrentes dos furtos e dos danos à estrutura, incluindo partes da estufa e fios de cobre retirados.
Para tentar evitar novas invasões, a família investiu em sistemas de segurança, como câmeras, alarmes e cerca elétrica. Contudo, esses recursos ainda não foram suficientes para impedir os furtos. A rotina de insegurança tem causado grande impacto emocional aos proprietários, que relatam medo constante de novas ações criminosas. Ana Rafaela revela que o pai já pensa em encerrar as atividades do estabelecimento, dada a persistência do problema.
A família manifesta sua preocupação de que, caso as autoridades não tomem providências efetivas, o negócio, que funciona desde 1994, possa fechar as portas por causa da insegurança. A situação reforça a necessidade de ações mais contundentes para garantir a segurança de comerciantes e proprietários na região, que enfrentam uma série de invasões por um mesmo suspeito, cuja liberdade tem sido motivo de questionamento.








