Durante a celebração de seu aniversário, realizada neste domingo (13 de setembro) em São Paulo, a jornalista e apresentadora Astrid Fontenelle abordou sua trajetória profissional e as reações que suas ações provocam no público. Em conversa com a repórter Cíntia Lima, do portal LeoDias, ela declarou que, apesar de não ter como objetivo irritar alguém intencionalmente, reconhece que, ao abordar temas relacionados a criminosos e contraventores, suas palavras podem gerar desconforto ou irritação em certas pessoas.
Ao ser questionada sobre as pessoas que sua carreira inspirou ou incomodou, Astrid foi enfática ao dizer que não busca provocar reações negativas, mas que, às vezes, sua postura pode causar esse efeito. “Talvez tenha irritado algumas pessoas e continue irritando. Ótimo!”, afirmou, destacando que sua intenção é fazer as pessoas refletirem, especialmente ao tratar de temas delicados, como a criminalidade. Ela reforçou, no entanto, que, no caso de contraventores ou criminosos, ela não se preocupa com as reações, pois sua prioridade é expor verdades e estimular o pensamento crítico.
A apresentadora também compartilhou o impacto positivo que seu trabalho tem tido na formação de novas profissionais de jornalismo. Segundo ela, muitas mulheres que acompanharam sua trajetória decidiram seguir a mesma carreira, e ela costuma receber mensagens de jovens que afirmam ter estudado jornalismo por sua influência. “Uma das coisas que eu mais recebo são mensagens de, hoje mulheres, garotas que falam ‘estudei jornalismo por sua causa’. Isso é lindo”, revelou, destacando a importância de seu papel como referência para novas gerações.
Além disso, Astrid comentou sua participação recente na Bienal do Livro, ao lado de Zeca Camargo, onde percebeu o quanto seu passado na MTV ainda desperta interesse do público. Ela descreveu a ocasião como uma plateia lotada, comparando a energia ao de um festival de grande porte, como o Rock in Rio. “Era eu junto com o Zeca, então por isso que eu tô falando que parecia Rock in Rio”, brincou, ressaltando que muitas jovens e mulheres presentes manifestaram admiração e lembraram de sua trajetória na televisão. Ela destacou também que muitas dessas jovens afirmaram ter estudado jornalismo motivadas por seu exemplo, reforçando a influência de sua carreira na formação de novas profissionais.
Apesar de sua longa trajetória e de programas que marcaram várias gerações, Astrid Fontenelle rejeita a ideia de viver ancorada na nostalgia. Ela explicou que não se prende ao passado por uma questão de evitar o sentimento de lamento, preferindo viver o presente e seguir sua trajetória sem se apegar às memórias. “Não tenho essa nostalgia porque a nostalgia tem um quê de lamento. Ah, não… E eu vou vivendo a vida, eu não deixo pra trás”, concluiu, demonstrando uma postura de continuidade e foco no presente.







