A atriz Cláudia Raia voltou a esclarecer, em entrevista ao podcast “Bom Dia, Obvious”, que não utilizou fertilização in vitro (FIV) para conceber seu terceiro filho, Luca, atualmente com 2 anos, fruto de seu casamento com o ator Jarbas Homem de Mello. Aos 55 anos, ela reforçou que a sua gestação ocorreu de forma natural e manifestou cansaço em ter que repetir essa informação constantemente.
Durante o diálogo, Raia afirmou que há uma forte insistência por parte de algumas pessoas em acreditar que ela teria engravidado por meio de técnicas de reprodução assistida, o que ela considera uma repetição exaustiva de uma narrativa que já foi esclarecida diversas vezes. Ela comparou a sua explicação à Lei Rouanet, dizendo que sua justificativa é semelhante a uma explicação que precisa ser reiterada várias vezes, embora continue a ser questionada. “Já expliquei várias vezes e continuo explicando, igual a Lei Rouanet. É primo da Lei Rouanet. A gente explica e reexplica e não vou cansar de explicar. Por que eu mentiria? Que loucura!”, declarou.
Raia também ressaltou que, se tivesse optado por usar FIV, não teria problema algum em assumir essa decisão. Ela afirmou que a sua preferência é pela transparência e que não há qualquer motivo para esconder uma eventual escolha de tratamento de fertilidade. “Se fosse, não tinha o menor problema. E que investigação é essa sobre minha vida?”, questionou a atriz, demonstrando sua postura de resistência às especulações e ao julgamento público.
A artista aproveitou para desabafar sobre a pressão e o julgamento constantes que enfrenta na vida pública, especialmente por ser mulher. Segundo ela, há uma sensação de que há alguém sempre esperando ela “escorregar na casca de banana” para poder dizer “não falei?”. Raia afirmou que essa perseguição é uma constante, que ela sente que há um olhar atento a cada vulnerabilidade, o que ela considera uma experiência difícil de lidar. “Eu sinto isso o tempo todo e é horrível. É uma perseguição, mesmo”, afirmou.
Ela também abordou o tema do seu posicionamento acerca do poder feminino, da menopausa e da liberdade de falar abertamente sobre esses assuntos. Raia destacou que sempre falou dessas questões de forma livre, o que, segundo ela, incomoda o patriarcado. Ela explicou que, por falar com liberdade sobre temas considerados tabus, sempre foi alvo de críticas e de um tipo de massacre verbal, especialmente por sua postura de discutir sua vida de forma aberta. “Sempre falei do prazer da mulher, do poder da mulher, da menopausa. Sempre falei de coisas que o patriarcado não gosta. Mulheres inteligentes dão trabalho, eles não gostam. Porque aí vão argumentar, responder… o patriarcado não aceita”, afirmou.
Por fim, Raia reforçou sua postura de independência e coragem, afirmando que não pretende se calar diante das críticas e que continuará a falar sobre o que acredita. Ela declarou que aprecia sua coragem, que a utiliza para fortalecer sua própria vida, e que não pretende pedir desculpas por sua liberdade de expressão. “Não peço desculpas, vou indo. E gosto dessa minha coragem, aproveito dela para reverter para a minha vida também, não só das coisas que falo, mas das que acredito. E vou continuar falando, porque esse é o meu jeito”, concluiu.







