Nesta quarta-feira, dia 16 de novembro, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) realizaram a Operação Força Integrada IV, uma ação de abrangência nacional voltada ao enfrentamento de atividades criminosas como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e organizações criminosas violentas. A operação, que ocorre simultaneamente em 19 estados brasileiros, mobiliza 20 bases das FICCOs, envolvendo um esforço conjunto de diversas instituições de segurança pública, com o objetivo de desarticular estruturas criminosas e recuperar ativos financeiros ilícitos.
Ao todo, estão sendo cumpridos 173 mandados de busca e apreensão, além de 106 mandados de prisão preventiva ou temporária. Além dessas ordens judiciais, as ações incluem medidas cautelares de bloqueio, sequestro e restrição de bens e valores, cujo montante ultrapassa R$ 508 milhões. Os bens atingidos compreendem imóveis, veículos, ativos financeiros e outros patrimônios ligados às organizações criminosas investigadas, demonstrando a amplitude do esforço de combate às estruturas ilícitas.
Na Paraíba, a operação é denominada Trapiche, conduzida pela FICCO/PB. As investigações nesta unidade visam um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão, além do bloqueio de ativos financeiros de até R$ 750 mil. Essas ações reforçam o empenho das autoridades locais no combate às organizações criminosas que operam na região.
No Acre, a operação possui caráter interestadual, atingindo também estados como Minas Gerais, Rondônia e a própria Paraíba. As ações incluem 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, com o sequestro de 29 imóveis, dois veículos e o bloqueio de até R$ 8 milhões em ativos financeiros. Essa operação busca desmantelar uma rede que atua no tráfico transnacional de drogas e lavagem de capitais, evidenciando a complexidade das investigações.
Na Bahia, a Operação Eirene II prevê o cumprimento de 57 mandados de busca e apreensão e 45 de prisão. As investigações envolvem suspeitas de tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. As medidas patrimoniais adotadas ultrapassam R$ 12 milhões, reforçando o esforço de repressão às atividades criminosas na região.
No Tocantins, a Operação Rota Araguaia II busca desarticular um núcleo logístico e financeiro ligado ao tráfico transnacional de drogas e à lavagem de capitais. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 412,5 milhões, demonstrando a magnitude das ações de repressão às organizações criminosas que operam na área.
Outros estados envolvidos na operação incluem Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Pernambuco, Roraima, Ceará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio Grande do Sul. Cada unidade realiza ações específicas de acordo com as investigações em andamento.
As FICCOs funcionam como forças-tarefas integradas, reunindo diferentes órgãos de segurança pública, sob coordenação da Polícia Federal, sem hierarquia entre os participantes. Estão presentes em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, compartilhando informações de inteligência e atuando de forma coordenada para desmantelar organizações criminosas, identificar seus integrantes e atingir suas estruturas financeiras.
As investigações decorrentes da Operação Força Integrada IV continuam em andamento, com o cumprimento das medidas judiciais e a análise dos materiais apreendidos. A iniciativa representa um esforço coordenado do Estado brasileiro para combater o crime organizado de forma mais eficaz e abrangente.







