A atriz e influenciadora Letícia Cazarré compartilhou detalhes de um momento particularmente difícil vivido ao lado de sua filha, Maria Guilhermina, de apenas 4 anos, que está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há 18 dias. A criança foi hospitalizada no final de agosto, devido a uma infecção respiratória grave, em meio às complicações decorrentes de uma cardiopatia congênita rara com a qual nasceu. O quadro clínico de Maria Guilhermina, que nasceu em junho de 2022, inclui a anomalia de Ebstein, uma condição cardíaca pouco comum que requer múltiplas intervenções cirúrgicas e cuidados constantes.
No dia 16 de setembro, Letícia relatou que a filha passou por um procedimento médico que não obteve o resultado esperado, tendo que ser repetido posteriormente. Além disso, ela descreveu uma situação de emergência na qual Maria Guilhermina sofreu uma decanulação acidental — procedimento que consiste na retirada do tubo de ventilação artificial — e que, segundo a mãe, não recebeu atendimento imediato adequado. A influenciadora revelou que, ao perceber a decanulação, ela própria assumiu a coordenação do socorro dentro da UTI, o que demonstra o grau de complexidade e a intensidade do momento vivido.
“Ontem foi nosso dia mais difícil de UTI (estamos no 18º dia). Teve um procedimento sério que não deu certo, foi refeito e não alcançou o objetivo desejado. Teve uma decanulação que não foi socorrida rapidamente como deveria”, afirmou Letícia. Ela detalhou ainda que, após a emergência, conseguiu controlar a situação até que a respiração de Maria Guilhermina fosse restabelecida, momento em que a criança reagiu com um sorriso para a mãe, uma resposta que trouxe alívio em meio ao caos.
Letícia, mãe de seis filhos, descreveu o impacto emocional do episódio, confessando que, após a crise, “desabou” emocionalmente. Ela contou que, mesmo diante do momento de tensão, a força de Maria Guilhermina foi fundamental para manter a esperança. “Graças a Deus, Guilhermina é forte e quer lutar! No fim de tudo, quando já estava ‘fora de perigo’, ela olhou para mim e deu o maior sorriso do mundo! Nem preciso dizer que depois de eu mesma ter sido ‘mãe-médica’, descoberto que ela estava decanulada e coordenado o socorro (dentro de uma UTI), eu desabei”, relatou.
A história de Maria Guilhermina é marcada por uma trajetória de desafios desde o nascimento. Diagnosticada com a anomalia de Ebstein, ela passou por uma cirurgia cardíaca logo após o parto, que ocorreu pouco após o nascimento, além de passar por cinco cirurgias e diversos procedimentos médicos ao longo dos primeiros meses de vida. Após uma longa internação de sete meses, a criança recebeu alta, mas voltou a ser hospitalizada no final de agosto devido a uma infecção respiratória severa, agravada pelas complicações associadas à sua condição cardíaca congênita.
Desde o início da internação, Letícia tem utilizado suas redes sociais para atualizar o estado de saúde da filha, buscando compartilhar sua experiência e manter amigos, familiares e seguidores informados. O relato mais recente, feito no 18º dia de internação na UTI, evidencia a gravidade do quadro e a força de uma mãe que enfrenta uma situação de alta complexidade com coragem e esperança.









