Minas Gerais confirmou, até o momento de hoje, 17 de março de 2026, um total de 14 óbitos decorrentes de febre maculosa, doença transmitida por carrapatos infectados, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Desde o início do ano, foram registrados 39 casos confirmados no estado, sendo que, na região Central, especificamente na cidade de Jeceaba, localizada a aproximadamente 113 quilômetros de Belo Horizonte, três pessoas diagnosticadas com a doença tiveram desfechos fatais. Essas mortes elevam o número de vítimas na cidade, reforçando a preocupação com a circulação do vetor na área.
A SES-MG acompanha de perto a situação em Jeceaba, em parceria com a Unidade Regional de Saúde de Barbacena, responsável pelo monitoramento local. Segundo a secretaria, as notificações de novos casos continuam sendo acompanhadas de forma contínua, e, até o momento, o número de ocorrências permanece dentro do esperado para o período do ano, indicando uma tendência de estabilidade no avanço da doença nesta fase. Ainda assim, o aumento no número de casos e óbitos reforça a necessidade de ações de vigilância e prevenção.
No contexto histórico, a febre maculosa tem apresentado maior incidência entre indivíduos na faixa etária de 41 a 60 anos, com uma maior prevalência entre homens. A taxa média de letalidade da doença em Minas Gerais permanece em torno de 30%, o que evidencia a gravidade do quadro e a importância do diagnóstico precoce. A doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela, que costuma infestar animais de grande porte, como cavalos, além de capivaras e cães, ambientes comuns em áreas de pastagem, parques, reservas ecológicas, margens de rios e lagoas.
A Secretaria de Saúde do estado reforça a necessidade de cuidados preventivos para quem frequenta esses ambientes. Entre as recomendações estão o uso de equipamentos de proteção individual, como macacões de manga longa, especialmente para trabalhadores expostos a áreas com maior presença de carrapatos. Além disso, a população deve evitar o contato com áreas de risco, principalmente durante períodos de maior atividade dos carrapatos, que geralmente ocorre na primavera.
A transmissão da febre maculosa ocorre por meio da picada do carrapato infectado, e o tratamento com antibióticos deve ser iniciado imediatamente ao suspeitar-se da doença, sem esperar a confirmação laboratorial, uma vez que o início precoce do tratamento é fundamental para evitar complicações e óbitos. Os medicamentos estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando o acesso para os pacientes.
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais mantém ações de vigilância e prevenção em todo o território estadual, incluindo o acompanhamento diário dos casos em investigação, a emissão de alertas epidemiológicos e a capacitação contínua de profissionais de saúde. Além disso, realiza monitoramento ambiental em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e as secretarias municipais de Saúde, com o objetivo de identificar áreas de risco e implementar medidas de controle.
Em resumo, a situação de febre maculosa em Minas Gerais apresenta números preocupantes, com aumento no número de casos e mortes, especialmente na região Central. As autoridades reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento imediato para reduzir o impacto da doença na população.









