O governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou nesta sexta-feira (18), em entrevista à Itatiaia, que a ascensão de candidatos considerados novidades na disputa eleitoral pode estar influenciando as recentes variações nas pesquisas de intenção de voto. Zema também afirmou que, caso não esteja no segundo turno, apoiará o candidato que enfrentar o PT na disputa presidencial.
Segundo dados do levantamento Datafolha divulgado na quinta-feira (17), Zema aparece com apenas 2% das intenções de voto no primeiro turno, uma posição que demonstra dificuldades de projeção na corrida presidencial. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a pesquisa com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 36%. Outros nomes na disputa incluem Augusto Cury (Avante), com 6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%.
Questionado sobre o motivo da baixa colocação nas pesquisas e o crescimento do nome de Augusto Cury, Zema destacou que o eleitorado costuma demonstrar interesse por candidatos considerados novidades, especialmente aqueles que aparecem com uma proposta diferente da tradicional. Ele afirmou que essa é uma dinâmica comum na política, onde nomes novos costumam chamar atenção, principalmente quando possuem reconhecimento público, como é o caso de Cury, que é um escritor renomado. Segundo Zema, a ascensão de Cury já teria se estabilizado, mas o cenário eleitoral ainda pode sofrer mudanças nas próximas semanas.
O candidato também relembrou as eleições de 2018, destacando que o cenário político brasileiro costuma passar por alterações significativas nos momentos finais do processo eleitoral. Ele afirmou que o eleitor busca por novidades e que, na reta final, as preferências podem mudar de forma expressiva, uma dinâmica que ele acredita que ainda ocorrerá neste ano.
Sobre um eventual segundo turno sem sua participação, Zema foi enfático ao afirmar que apoiará o candidato que estiver contra o PT, sem citar nomes específicos. Ele declarou que estará ao lado de quem enfrentar o partido de Lula, reforçando sua posição de oposição à legenda. Além disso, criticou duramente o PT, atribuindo ao partido características de atraso, corrupção, má gestão e populismo. Zema também fez referências às experiências de Venezuela e Cuba, associando-as à orientação política do PT, o que revela seu posicionamento crítico ao partido.
Na avaliação de Zema, a situação econômica do Brasil também apresenta desafios, uma vez que o país estaria entre os que menos crescem no mundo atualmente. Ele criticou as medidas adotadas pelo governo federal nos períodos próximos às eleições, alegando que políticas que aumentam a dependência do Estado não promovem autonomia nem contribuem para a melhoria na qualidade de vida da população. O candidato reforçou sua visão de que o país precisa de uma gestão mais eficiente e de políticas que estimulem o crescimento econômico sustentável.







