Um estudante do curso de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), em Belo Horizonte, foi formalmente indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sob suspeita de envolvimento em um caso de estupro contra uma jovem, além de ter realizado uma filmagem não autorizada do ato sexual. A conclusão do inquérito policial e o indiciamento do suspeito, de 23 anos, ocorreram nesta terça-feira, dia 15 de setembro. Além desse caso, há outro inquérito em andamento investigando uma tentativa de estupro envolvendo uma segunda vítima.
Segundo informações do delegado responsável pelo caso, o inquérito foi concluído após a coleta de provas e depoimentos, e o indiciado foi formalmente acusado pelos crimes de estupro e por filmar a cena sem o consentimento da vítima. A acusação aponta que o crime teria ocorrido em março deste ano, em Belo Horizonte, e que a denúncia foi apresentada com base em elementos que indicam uma relação sexual sem o consentimento da jovem.
O advogado João Paulo Almeida, que representa a vítima, afirmou que o caso está sob segredo de justiça e destacou a gravidade da denúncia. “A denúncia apresenta um crime de extrema gravidade, que seria uma relação sexual sem consentimento”, declarou. Ele também reforçou que a vítima está sendo assistida juridicamente e que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deverá analisar as provas reunidas no inquérito para decidir se oferecerá denúncia formal à Justiça. Caso isso aconteça, o suspeito passará a ser réu no processo judicial.
A defesa da vítima afirmou que atuará diretamente na fase processual, colaborando com os promotores na apresentação de elementos que sustentem a denúncia. “Existem elementos suficientes para a denúncia, e nossa atuação será de assistência à acusação, complementando o trabalho dos promotores”, afirmou Almeida.
A faculdade onde o estudante cursa Medicina divulgou uma nota informando que, na época dos fatos, ele foi suspenso imediatamente de suas atividades acadêmicas, de acordo com os procedimentos internos da instituição. Posteriormente, uma ordem judicial determinou o afastamento do aluno de forma cautelar, além do bloqueio de seus acessos às dependências e aos sistemas da faculdade. A instituição reforçou que, atualmente, o vínculo acadêmico do estudante encontra-se trancado, sem participação em atividades acadêmicas, estágios ou qualquer outra atividade vinculada à FCMMG. A faculdade também destacou seu compromisso com a segurança e o bem-estar de toda a comunidade universitária, afirmando que continuará colaborando com as autoridades e cumprindo as determinações judiciais relacionadas ao caso.
Por sua vez, a defesa do estudante, representada pelos advogados Marco Túlio Jannuzzi e Josias Henrique Andrade, afirmou que a relação sexual entre o suspeito e a suposta vítima foi consensual e que não há qualquer evidência de que o estudante tenha produzido fotos, vídeos ou qualquer outro conteúdo envolvendo nudez ou atos libidinosos com a vítima. Os defensores ressaltaram que o indiciamento realizado pela polícia é uma etapa da investigação e não constitui uma acusação formal ou julgamento de culpabilidade, reforçando que o processo ainda está em fase de apuração dos fatos.








