Uma fisioterapeuta de 30 anos foi presa preventivamente sob suspeita de jogar água fervente no rosto de uma mulher de 22 anos, em um episódio que ocorreu na cidade de Venda Nova, Minas Gerais. A investigação aponta que a agressão foi motivada por ciúmes, após a suspeita descobrir que a vítima, que era amante do seu marido, estaria mantendo um relacionamento com ele. A vítima sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau em rosto, peito e ombros, e os fatos estão sendo apurados como tentativa de homicídio qualificado.
Segundo informações obtidas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a agressão ocorreu após a suspeita invadir a residência do ex-companheiro, com quem a vítima teria um relacionamento, e jogar água quente contra ela. A ação resultou em ferimentos graves na jovem, que precisou de atendimento médico. Apesar da gravidade, a Justiça inicialmente manteve a suspeita em liberdade, considerando seus bons antecedentes criminais e o fato de ela ter um filho.
Entretanto, o comportamento da mulher após o incidente levou a Polícia a solicitar uma nova prisão preventiva. De acordo com o delegado Felipe Façanha, da 3ª delegacia de Polícia Civil de Venda Nova, a suspeita continuou ameaçando a vítima e passou a frequentar a academia onde a jovem treina, além de fazer declarações de que “terminaria o serviço”. A vítima, que já havia procurado a polícia diversas vezes — ao todo, entre duas e seis vezes em um período de duas semanas — relatou estar sob constante ameaça e perseguição.
A investigação revelou ainda que a relação entre a vítima e o ex-companheiro da suspeita teria motivado a agressão. A mulher, que tinha um filho com o homem de 34 anos, descobriu o relacionamento e, movida por ciúmes, invadiu a casa do ex, onde a vítima se encontrava, e cometeu o ataque com água fervente. A ação foi interpretada pela polícia como tentativa de homicídio qualificado, tendo em vista a intenção de causar ferimentos graves.
A ex-cunhada da suspeita, que concedeu entrevista à Itatiaia, detalhou o contexto familiar e social que envolveu o caso. Ela explicou que a relação extraconjugal começou há mais de dois anos, ainda durante a gestação da esposa do irmão, e que a vítima chegou a criar contas falsas nas redes sociais para debochar da fisioterapeuta, além de persegui-la nas redes sociais e círculos sociais. Segundo ela, a vítima também frequentava a mesma academia que a cunhada e chegou a debochar dela pessoalmente, o que agravou ainda mais o conflito.
A Polícia Civil continua investigando o caso, que permanece sob apuração por tentativa de homicídio qualificado. A suspeita, que inicialmente tinha sua liberdade garantida, agora enfrenta o risco de prisão definitiva, enquanto as autoridades buscam entender toda a extensão das ameaças e ações de perseguição envolvendo as partes envolvidas.









