A Praça da Liberdade, um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, enfrenta problemas de conservação em suas lixeiras, o que tem causado acúmulo de lixo e insatisfação entre visitantes. Algumas dessas estruturas, feitas de metal com design diferenciado, apresentam danos que impedem seu funcionamento adequado, levando os resíduos inicialmente descartados de forma correta ao chão e contribuindo para a sujeira no local.
Quem passa pelo espaço observa que, apesar do esforço de estimular o descarte correto de resíduos, o estado das lixeiras compromete essa iniciativa. O problema é destacado por frequentadores e especialistas, que alertam para os impactos na estética, no bem-estar dos visitantes e na manutenção do patrimônio público.
O retorno de Sérgio Moreira, professor universitário de 66 anos que residiu em Curitiba e visitou Belo Horizonte após uma década, reforça essa avaliação. Ele apontou que, embora a praça esteja relativamente bem conservada, há necessidade de uma manutenção mais frequente, especialmente na limpeza ao redor das lixeiras. Segundo ele, as estruturas clássicas não suportam o volume de lixo produzido pelos frequentadores, o que resulta na sujeira e na poluição visual do espaço.
Milena Vidal, bancária de 49 anos, também manifestou preocupação com o estado das lixeiras, destacando que pelo menos cinco equipamentos estavam danificados durante sua passagem pela praça. Ela afirmou que a situação compromete a aparência do local e reforça a necessidade de uma zeladoria mais eficiente, especialmente em um espaço que recebe tanto turistas quanto moradores da região.
Outro visitante, o pastor Leonardo Rodrigues, de 31 anos, de Franca, interior de São Paulo, que visitou a capital mineira pela primeira vez, também apontou a condição das lixeiras como um ponto a ser melhorado. Para ele, a beleza da praça poderia ser ainda mais valorizada se os equipamentos estivessem em melhores condições de uso e o espaço estivesse mais limpo.
A arquiteta e urbanista Ana Carolina Vaz ressaltou que a situação demanda atenção constante por parte do poder público. Ela destacou que, embora o design das lixeiras seja interessante, sua funcionalidade tem sido comprometida, o que evidencia a necessidade de uma maior atenção na compatibilização entre estética e praticidade. Segundo ela, a deterioração dos equipamentos indica que os responsáveis pelo patrimônio e pela manutenção do espaço precisam estar mais atentos à situação.
A Praça da Liberdade recebe uma grande quantidade de visitantes diariamente, incluindo turistas e moradores de Belo Horizonte e cidades vizinhas. Essa alta frequência reforça a importância de manter os equipamentos em bom estado, uma vez que o ambiente influencia diretamente o bem-estar, o comportamento e a saúde dos frequentadores. Além disso, a manutenção adequada é fundamental para fomentar o turismo e fortalecer a economia local, considerando o impacto positivo de espaços bem cuidados na atratividade do espaço.
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a praça é tombada pelo patrimônio estadual e está sob a administração do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), responsável pela gestão, conservação e intervenções no local. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) esclareceu que não possui cestos de lixo internos na praça, apenas nos arredores, e que a limpeza é realizada duas vezes ao dia, incluindo fins de semana e feriados, com recolhimento dos resíduos depositados nos cestos existentes.
Por sua vez, o governo de Minas Gerais afirmou que a operação e a manutenção das lixeiras na Praça da Liberdade são de responsabilidade do município, reforçando a atribuição da gestão local na conservação do espaço.









