Quatro estudantes de engenharia mecânica da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, desenvolveram um robô capaz de resolver um cubo de Rubik 4×4 em um tempo recorde de 9,806 segundos, conquistando uma tentativa oficial que está sendo submetida ao reconhecimento do Guinness World Records. A iniciativa surgiu durante a fase final de elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), motivada pela observação de um vídeo que mostrava um robô resolvendo um cubo 4×4 em 45 segundos, tempo que, embora já fosse um recorde registrado pelo Guinness, ficou aquém do desempenho humano, que alcança aproximadamente 15 segundos.
Os estudantes Caleb Everitt, Hayden Watson, Maz Cameron e Johann Torres, todos da UC, decidiram então criar uma nova versão do robô, mais eficiente e rápida, com o objetivo de superar o recorde anterior, estabelecido em 2014 pelos irmãos britânicos Matthew e Thomas Pidden, na Universidade de Bristol. Na ocasião, o tempo máximo registrado por um robô para resolver o cubo 4×4 era de 1 minuto, 18,68 segundos. Para os estudantes, a crença de que os robôs poderiam ser mais rápidos do que os humanos impulsionou a iniciativa, levando-os a investir esforços em um projeto de alta complexidade com recursos limitados.
O experimento foi realizado oficialmente na última sexta-feira, dia 16 de novembro, com o grupo registrando um tempo de 9,806 segundos. O resultado foi enviado ao Guinness para avaliação e possível reconhecimento como novo recorde mundial. O grupo também disponibilizou um vídeo demonstrando a máquina em ação, evidenciando a eficiência do robô.
Para alcançar esse desempenho, os estudantes dividiram suas tarefas em quatro áreas principais: projeto mecânico, controle elétrico e de motores, visão computacional e desenvolvimento de software. Analisando o projeto dos irmãos Pidden, eles identificaram pontos que poderiam ser aprimorados, como a capacidade do robô de rotacionar todas as faces do cubo sem necessidade de reorientação, o que otimizou o tempo de resolução. Além disso, investiram na utilização de quatro câmeras para que o robô pudesse identificar as cores do cubo com precisão, mesmo em condições de iluminação variável, e desenvolveram algoritmos de código aberto para calcular os movimentos necessários.
Outro avanço importante foi a incorporação de ventosas no robô, que permitiram maior agilidade na movimentação do cubo, especialmente na fase de posicionamento final, onde o tempo de queda do cubo é um fator decisivo. Segundo Caleb Everitt, a combinação de maior eficiência na manipulação do cubo e o uso de componentes mais avançados foi fundamental para o resultado obtido.
O projeto representou uma experiência marcante para os estudantes, que veem na realização uma prova de suas habilidades e do potencial de inovação na engenharia. Johann Torres destacou a emoção de ver o robô funcionando e a possibilidade de superar recordes, enquanto Maz Cameron ressaltou a importância do trabalho colaborativo e do uso de recursos limitados para alcançar resultados extraordinários.
O robô, que continuará na Universidade de Canterbury, serve como inspiração para futuras gerações de engenheiros, demonstrando que criatividade, tecnologia e dedicação podem gerar avanços significativos na resolução de problemas complexos. A iniciativa reforça o papel da pesquisa acadêmica na busca por inovação e na quebra de barreiras tecnológicas, colocando os estudantes da Nova Zelândia na vanguarda do desenvolvimento de soluções automatizadas para desafios tradicionais.









