Neste domingo, dia 4 de outubro, o Brasil realiza eleições nacionais que definirão os ocupantes de cargos como deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e presidente da República. Todo o processo de votação é realizado por meio de urnas eletrônicas, cujo funcionamento é baseado em tecnologia que garante a segurança e a integridade do voto. Antes do início da votação, as urnas passam por uma rigorosa fase de inspeção, testes e fiscalização nas seções eleitorais. Assim que os locais de votação são abertos ao público às 8h (horário de Brasília), os mesários ligam os equipamentos e emitem a chamada zerésima, um documento que comprova que a urna não registrou nenhum voto antes do início oficial do pleito.
Segundo informações fornecidas pela Agência do Senado, as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil não dependem de conexão com a internet, Wi-Fi ou Bluetooth para funcionar. Esses dispositivos operam de forma totalmente isolada, sem qualquer hardware ou software destinado a estabelecer conexões externas. Essa configuração reforça a segurança do sistema, evitando vulnerabilidades que poderiam comprometer a integridade do processo eleitoral. O funcionamento offline é uma das principais garantias de que os votos são registrados, armazenados e transmitidos de forma segura e controlada.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que as urnas operam de maneira totalmente offline, executando apenas programas previamente inspecionados e autorizados. Além disso, cada equipamento possui uma bateria própria, o que permite sua operação mesmo em casos de falta de energia elétrica nas seções eleitorais. Essa autonomia garante que a votação possa ocorrer sem interrupções, independentemente de problemas de fornecimento de energia na região. Ao término do período de votação, às 17h (horário de Brasília), o presidente da mesa eleitoral encerra o processo e imprime o Boletim de Urna (BU), documento que registra o resultado de cada seção eleitoral.
Os resultados também são gravados em uma mídia de armazenamento, que é posteriormente transmitida por uma rede exclusiva utilizada pela Justiça Eleitoral para a totalização dos votos. Essa rede é isolada de outros sistemas e da internet, garantindo maior segurança na transmissão dos dados. Além de registrar o resultado geral, as urnas possuem o Registro Digital do Voto (RDV), um mecanismo que armazena individualmente cada voto, permitindo auditorias e procedimentos de recontagem, se necessário. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explica que a urna é completamente isolada, sem conexão à internet, Wi-Fi ou Bluetooth, e que a transmissão dos resultados ocorre apenas após a retirada da mídia de armazenamento ao final do pleito.
Para transparência e controle, os boletins de urna de cada seção eleitoral podem ser acessados pelos eleitores por meio da Justiça Eleitoral, garantindo a possibilidade de consulta pública e auditoria do processo de votação. Essa estrutura tecnológica reforça a segurança, a confiabilidade e a integridade do sistema eleitoral brasileiro, que é considerado um dos mais avançados e seguros do mundo.









