A influenciadora digital Bella Longuinho anunciou nesta semana que conseguiu atualizar o seu visto de entrada nos Estados Unidos, incluindo a alteração do nome, porém, o documento continuará a indicar o sexo masculino. A informação foi compartilhada por ela em seu perfil no Instagram, onde explicou que, apesar de ter conseguido modificar alguns dados, a mudança do marcador de sexo não foi autorizada pelas regras atualmente vigentes no país norte-americano, sob a administração do presidente Donald Trump.
Segundo Bella, a alteração do visto era a última pendência documental que precisava resolver para poder viajar aos Estados Unidos de forma regularizada. No ano passado, ela já havia realizado mudanças similares em outros documentos oficiais, como certidão de nascimento, carteira de identidade (RG), passaporte e título de eleitor. Essas modificações foram feitas com o objetivo de refletir sua identidade de gênero de forma mais precisa, mas o visto permaneceu com o sexo masculino, uma situação que ela considerou inevitável diante das restrições impostas pelas regulamentações norte-americanas.
Durante a sua comunicação nas redes sociais, Bella relatou que recebeu orientação de que apenas o nome poderia ser alterado no visto, uma informação que confirmou posteriormente. Ela afirmou: “No visto americano, eu continuo como sexo masculino aqui. Mas gente, eu zero ligo. Isso não me faz menos mulher, nem nada. Eles avisaram, disseram: ‘Olha, a gente consegue até mudar o seu nome, mas por regras do país, do Trump e tudo o mais, vai continuar sexo masculino’”. A influenciadora destacou que a decisão não impacta sua identidade ou sua vida pessoal, reforçando que sua principal prioridade era regularizar seus documentos para facilitar suas viagens internacionais.
A manutenção do marcador de sexo masculino no visto está relacionada às políticas adotadas pelo governo dos Estados Unidos, que passaram a determinar que registros federais considerem o sexo atribuído no nascimento, independentemente de alterações posteriores na identidade de gênero. Essas regras, implementadas durante a administração Trump, têm sido alvo de críticas por parte de organizações de defesa dos direitos de pessoas trans, que alegam que as medidas dificultam o reconhecimento legal e o acesso a direitos básicos para essa parcela da população. Além de críticas, as políticas também têm sido questionadas judicialmente, com diversos protestos ocorrendo em diferentes regiões do país.
A postura do governo norte-americano reflete uma mudança nas diretrizes para documentos oficiais relacionados à identidade de gênero, que, na prática, restringem a possibilidade de alterações no marcador de sexo em registros federais. Essa política contrasta com a legislação de outros países e com as próprias reivindicações de comunidades trans, que buscam o reconhecimento integral de suas identidades. Para Bella Longuinho, a questão é sobretudo uma questão de conveniência para sua mobilidade internacional, já que a alteração de nome no visto foi possível, mesmo que o marcador de sexo permanecesse inalterado.







