A mãe do humorista Paulo Gustavo, Dona Déa Lúcia, compartilhou uma experiência emocional durante participação no podcast “Bora com Caio Fischer”. Ela revelou ter visto o filho, que faleceu em 2021 vítima da Covid-19, surgir no palco durante uma apresentação do espetáculo “Meu Filho é um Musical”, uma homenagem a Paulo Gustavo. Segundo ela, essa visão aconteceu três vezes e marcou profundamente sua trajetória emocional.
Durante o relato, Dona Déa explicou que, em uma ocasião, estava no Rio de Janeiro, participando de uma sessão do musical, quando, ao entrar para cantar, percebeu a presença do filho no palco. Ela descreveu que Paulo Gustavo apareceu de pé diante dela, sorriu e, ao olhar para ele, sentiu uma conexão intensa. A artista afirmou que ficou tensa ao ver o filho, mas que o próprio ambiente musical percebeu que algo diferente acontecia, o que a levou a continuar a apresentação após uma breve pausa. Ela relatou que essa experiência se repetiu mais duas vezes, totalizando três aparições.
A relação entre Dona Déa e Paulo Gustavo é um dos elementos centrais do espetáculo, que busca retratar a trajetória do humorista e a convivência com sua mãe. Mesmo após a perda, ela afirma sentir a presença do filho de forma muito próxima, o que reforça a importância do musical como uma maneira de manter viva a memória do artista e de compartilhar sua história com o público.
Além do relato sobre as aparições, Dona Déa falou também sobre sua visão de envelhecimento e o enfrentamento do tempo. Aos 79 anos, ela mantém uma rotina ativa, trabalhando em diferentes frentes e contrariando a ideia de que a idade seria um obstáculo para novos projetos. Atualmente, ela integra o elenco fixo de comentaristas do programa “Domingão com Huck”, na TV Globo, conduzido por Luciano Huck, demonstrando disposição e interesse em seguir atuando profissionalmente.
A artista destacou que, mesmo após a aposentadoria, permanece com vontade de trabalhar, conciliando sua rotina entre televisão e teatro. A fase atual de Dona Déa reflete uma nova etapa de sua vida, marcada pela perda do filho, mas também por uma conexão contínua com o público e por uma trajetória de resistência e dedicação à carreira artística. Sua experiência de ver Paulo Gustavo após sua morte reforça a forte ligação emocional que mantém com o humorista e evidencia a importância de sua memória na vida da mãe e na cultura brasileira.







