Após um período de dez anos desde sua estreia, o espetáculo teatral “Mordaz” volta a ser apresentado em Belo Horizonte, marcando uma retomada importante para a companhia Pigmalião Escultura que Mexe. A peça será exibida em uma curta temporada realizada entre os dias 13 e 15 de agosto, no Teatro João Ceschiatti, localizado na capital mineira. Essa retomada faz parte da mostra intitulada “Nos Fios do Pigmalião”, que tem como objetivo revisitar e valorizar os trabalhos mais relevantes da companhia ao longo de sua trajetória.
A montagem de “Mordaz”, que integra a programação do evento, será apresentada sempre às 20h, com ingressos já disponíveis para compra. A peça é uma produção do grupo Pigmalião Escultura que Mexe, reconhecido por seu estilo inovador e pelo uso de linguagens visuais para contar histórias. A narrativa centra-se em uma infestação de ratos que ameaça o mundo dos humanos, explorando um conflito simbólico entre duas sociedades distintas. Enquanto os humanos desconhecem a organização criada pelos ratos, estes últimos também ignoram os segredos e conflitos que permeiam a universo humano, criando uma trama que mistura humor, suspense e reflexão social.
A dramaturgia da peça foi desenvolvida por Conceição Rosière e Eduardo Felix, que optaram por uma abordagem visual marcante para construir a narrativa. Essa escolha reforça a proposta do espetáculo de envolver o público por meio de elementos visuais e de uma linguagem que transcende o diálogo tradicional, buscando uma experiência mais sensorial e impactante.
Além das sessões regulares, a programação inclui uma atividade especial na sexta-feira, dia 14 de agosto. Nesse dia, o público poderá assistir à apresentação com interpretação em Libras, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva. Após a sessão, haverá um bate-papo com os artistas envolvidos na produção, incluindo a participação da dramaturga Conceição Rosière, que contribuirá com uma conversa sobre o processo criativo e os temas abordados na peça.
Os ingressos para as sessões custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), sendo possível adquiri-los por meio de um link disponibilizado pela organização. A acessibilidade também será reforçada na data do dia 14, com a interpretação em Libras e a realização do bate-papo após a apresentação, promovendo maior inclusão do público com diferentes necessidades.
Informações adicionais podem ser obtidas na página da Fundação Clóvis Salgado, responsável pela organização do evento. A programação reforça o compromisso de valorizar a produção teatral local e oferecer uma experiência cultural acessível e de qualidade para os espectadores de Belo Horizonte, consolidando o retorno de uma peça que, após uma década, continua relevante para o cenário artístico da cidade.








