A história de Chica da Silva, uma das figuras mais emblemáticas do período colonial em Minas Gerais, será retratada em uma nova produção operística que busca oferecer uma leitura renovada sobre sua trajetória. A Fundação Clóvis Salgado (FCS) anunciou a estreia da ópera inédita intitulada “Chica da Silva”, que terá sua primeira apresentação em Diamantina, no dia 12 de setembro, e posteriormente será apresentada no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte, nos dias 19, 21 e 23 de setembro.
A montagem, que integra uma colaboração entre a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia. de Dança Palácio das Artes, conta com direção cênica de Julianna Santos, direção musical e regência de André Brant, além de uma trilha sonora composta por Guilherme Bernstein. O libreto foi escrito pelos autores Marcos Bernstein e Flávia Bessone, buscando oferecer uma abordagem que dialogue com estudos históricos e críticas contemporâneas sobre a figura de Chica da Silva.
A primeira apresentação será realizada de forma gratuita na cidade de Diamantina, na Praça Dr. Prado, em frente à Escola de Artes e Música Maestro Francisco Nunes, às 19h. Essa apresentação ao ar livre está sujeita à lotação, reforçando a importância de chegar cedo para garantir o acesso ao evento.
A produção busca uma leitura diferenciada da personagem, afastando-se das versões romantizadas e sensacionalistas frequentemente retratadas na cultura popular, como no cinema, na televisão e na literatura. A proposta é explorar a trajetória de Francisca da Silva de Oliveira, conhecida como Chica da Silva ou Xica da Silva, que ascendeu socialmente no século XVIII após nascer escravizada, tornando-se uma das mulheres mais influentes e ricas na região de exploração de diamantes em Minas Gerais.
A peça enfatiza o esforço de separar a personagem histórica do mito que se construiu ao longo dos séculos, abordando suas contradições e o contexto de sua ascensão em uma sociedade marcada pelo racismo, pela escravidão e pelo patriarcado. A narrativa também discute a complexidade de sua trajetória, que pode ser vista tanto como uma busca por autonomia e poder em uma sociedade desigual quanto como uma personagem inserida na estrutura escravocrata de seu tempo.
Na interpretação, Chica será encarnada pela soprano Marly Montoni, enquanto o tenor Ewandro Stenzowski dará vida ao personagem João Fernandes de Oliveira, contratador de diamantes com quem a personagem teve relação amorosa. O espetáculo conta ainda com elementos de coreografia, assinada por Regina Advento, figurinos de William Rausch, cenários de André Cortez e iluminação de Wagner Pinto. A direção geral é de Cláudia Malta, que também atua como diretora artística da Fundação Clóvis Salgado.
Após a apresentação em Diamantina, a ópera chega ao Palácio das Artes para uma temporada de três sessões, realizadas nos dias 19, 21 e 23 de setembro. Os horários variam, com a primeira às 19h e as demais às 20h. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla, na bilheteria do teatro e em totens de autoatendimento, custando R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada.
Serviço
Ópera “Chica da Silva”
Pré-estreia em Diamantina: 12 de setembro, às 19h
Local: Praça Dr. Prado, em frente à Escola de Artes e Música Maestro Francisco Nunes, Centro, Diamantina
Entrada: gratuita (sujeita à lotação)
Temporada em Belo Horizonte: 19, 21 e 23 de setembro
Horários: às 19h no dia 19; às 20h nos dias 21 e 23
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)
Classificação indicativa: livre








