O Ministério da Saúde do Brasil confirmou que está em contato com instituições de pesquisa internacionais para acompanhar e apoiar o caso do influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A declaração foi feita pelo ministro Alexandre Padilha na plataforma X (antigo Twitter) neste domingo (23), em resposta a um internauta que solicitava intervenção junto à Mayo Clinic, nos Estados Unidos. Segundo Padilha, o governo está atuando para facilitar a inclusão do paciente em protocolos de tratamentos experimentais fora do país.
A mobilização internacional ocorre após uma publicação de Lito Sousa, que está hospitalizado e gravou um vídeo solicitando ajuda à comunidade médica global. No vídeo, o comunicador, que inicialmente tratava um câncer de próstata e uma encefalite, revelou que foi diagnosticado com uma forma rara e neurodegenerativa da doença de Creutzfeldt-Jakob. A confirmação do diagnóstico ocorreu na última sexta-feira (21), após exames realizados no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Lito estava internado. A esposa dele, Mila Seidl, relatou que a manifestação da doença ocorreu de forma atípica, pois ao contrário do padrão, Lito mantém-se completamente lúcido, embora já apresente dificuldades motoras, o que dificulta o diagnóstico precoce.
O caso de Lito Sousa ganhou destaque nas redes sociais após sua publicação, na qual ele pede atenção de grandes instituições de pesquisa, incluindo a Ionis Pharmaceuticals, o Broad Institute, a Universidade de Harvard e a Mayo Clinic. A sua solicitação gerou uma mobilização massiva de seguidores, que invadiram os perfis dessas instituições com mensagens de apoio e pedidos de ajuda, usando as hashtags #HelpLito, #MayDayLito e #SaveLito. Como ainda não há um tratamento padrão estabelecido para doenças priônicas como a DCJ, a inclusão em ensaios clínicos no exterior surge como a principal esperança para tentar conter a rápida progressão da enfermidade.
A doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição cerebral rara e neurodegenerativa, caracteriza-se por uma rápida deterioração cognitiva e motora, geralmente levando a óbito em poucos meses após o início dos sintomas. Ainda sem cura, o diagnóstico precoce e a participação em estudos clínicos são considerados essenciais para tentar desenvolver opções terapêuticas eficazes. O diagnóstico de Lito foi divulgado por Mila Seidl, que explicou que, inicialmente, seu marido tratava de um câncer de próstata e uma encefalite, mas exames mais aprofundados confirmaram a doença rara.
A equipe de Lito Sousa e seus familiares estão atualmente mobilizados para buscar alternativas de tratamento e garantir a continuidade do cuidado, que inclui reformas na residência do casal para receber suporte de home care com equipe médica e cuidadores disponíveis 24 horas por dia. Além disso, uma força-tarefa foi montada para filtrar informações científicas relevantes enquanto aguardam a abertura de um estudo clínico previsto para outubro na Universidade de Harvard, que poderá oferecer uma oportunidade de tratamento experimental para o paciente. A iniciativa do governo e a mobilização social refletem a urgência e a gravidade do caso, que representa um desafio significativo para a medicina e para a busca por alternativas terapêuticas para doenças priônicas.








