Anita Harley, herdeira do grupo Lojas Pernambucanas, possui uma fortuna estimada em aproximadamente R$ 2 bilhões. Desde 2016, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), seu patrimônio tem sido alvo de uma disputa judicial envolvendo diferentes partes que reivindicam direitos sobre sua herança. Entre os principais litigantes estão Sônia Soares, conhecida como Suzuki, e Cristine Rodrigues, que alegam ter vínculos afetivos e profissionais com a empresária. A controvérsia também envolve o reconhecimento de direitos de um filho biológico de Suzuki, Artur Miceli, que a Justiça determinou como herdeiro socioafetivo de Harley.
Uma das evidências dessa disputa é a doação de uma mansão avaliada em cerca de R$ 50 milhões por Anita Harley a Suzuki, que alega ter convivido com a empresária por 36 anos. Segundo ela, a relação ultrapassava o vínculo de acompanhante, sendo uma convivência de décadas ao lado da bilionária. A propriedade, localizada na região central de São Paulo, é descrita como um palacete com 96 cômodos, incluindo 37 banheiros e cinco cozinhas, além de amplos ambientes internos destinados ao lazer e ao conforto. Imagens exibidas no documentário “O Testamento: O Segredo de Anita Harley” mostram detalhes da residência, que conta com áreas externas com jardins, piscina e espaços de convivência.
De acordo com Suzuki, a mansão foi construída para atender às necessidades de convivência do casal, com espaços voltados ao lazer e ao bem-estar. Em uma das cenas do documentário, ela revela a dimensão do imóvel, destacando a quantidade de cômodos, o que evidencia a grandiosidade da propriedade. O imóvel também possui áreas externas destinadas ao lazer, com jardins, piscina e outros espaços voltados ao descanso e à recreação.
Entretanto, Suzuki não é a única mulher que reivindica direitos sobre o patrimônio de Anita Harley. Cristine Rodrigues, apontada como secretária de confiança da empresária, afirma ser sua companheira legítima e também busca reconhecimento na disputa pela herança. A relação de Cristine com Harley foi formalizada por meio de um testamento vital e uma procuração com “poderes especiais” concedida em 1999, que lhe dava acesso ao leito da empresária em caso de incapacidade. No entanto, em 2022, a Justiça invalidou esse documento, impedindo Cristine de visitar Harley no hospital.
A disputa por direitos hereditários também envolve o reconhecimento de Artur Miceli, filho biológico de Suzuki, como herdeiro socioafetivo de Harley, decisão que foi tomada pela Justiça. Além disso, há suspeitas de laços familiares envolvendo Katarina Teixeira, de 64 anos, que alega ter sido informada por seu pai adotivo, próximo à família Lundgren, de que seria filha de uma brasileira com um alemão, levantando suspeitas de possível parentesco com a empresária.
A controvérsia começou anos antes do AVC de Harley, com uma batalha judicial iniciada em 2001 e que, em 2013, resultou na determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que 25% das ações das Pernambucanas fossem destinadas aos sobrinhos da herdeira, conforme testamento de sua mãe, Erenita Helena Groschke Lundgren, falecida em 1990. Desde então, o patrimônio da empresária tem sido alvo de disputas envolvendo diferentes familiares e pessoas próximas, refletindo a complexidade e a relevância do caso.







