A influenciadora digital Malévola Alves, que passou por uma detenção no Egito, descreveu, em entrevista ao portal LeoDias, uma experiência marcada por assédio sexual e ausência de assistência por parte das autoridades locais. Após desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na noite de quinta-feira, 22 de outubro, Malévola revelou detalhes do episódio ocorrido durante o retorno ao Brasil, dentro de um camburão utilizado para transporte de presos.
Segundo ela, embora tenha experiência em viagens por países do Oriente Médio, inclusive acompanhada de sua mãe, nunca havia passado por uma situação semelhante de constrangimento ou violência. Ela afirmou que, durante o trajeto de volta, os agentes de segurança do Egito fizeram avanços indevidos, colocando a mão em seu peito e tentando assediar sua amiga. Malévola relatou que, naquele momento, as duas tiveram que permitir que o assédio acontecesse, sob a justificativa de que isso lhes daria acesso ao celular, uma afirmação que ela considerou falsa.
Ela explicou que, após esse episódio, os agentes deixaram claro que, caso algum contato físico indevido ou agressão ocorresse, elas poderiam acessar seus aparelhos celulares. No entanto, ela afirmou que essa promessa não se concretizou, e que, ao contrário, os agentes simplesmente colocaram as mãos nos corpos delas e, posteriormente, as conduziram para uma sala separada no aeroporto. Nesse local, Malévola detalhou que não receberam qualquer tipo de suporte, como água, comida ou atendimento médico. Além disso, os celulares das duas foram confiscados pelos agentes, que solicitaram as senhas dos dispositivos.
A influenciadora também manifestou preocupação com o conteúdo pessoal presente nos aparelhos, especialmente fotos íntimas e dados sensíveis. Ela destacou o medo de que sua amiga, que ainda não passou por cirurgia genital, tivesse suas fotos expostas ou acessadas indevidamente. Malévola afirmou que, felizmente, os agentes não realizaram revista corporal ou revista íntima, o que poderia ter agravado ainda mais a situação.
A experiência relatada por Malévola Alves evidencia uma situação de vulnerabilidade e abuso de poder por parte das autoridades egípcias, além de uma ausência de suporte adequado às vítimas de violência e assédio. O caso reforça a necessidade de atenção às condições enfrentadas por viajantes, especialmente mulheres, em contextos de detenção ou transporte de presos em países com legislações e práticas de direitos humanos questionáveis.








