Lilia Cabral dará vida a Celestina, uma personagem envolvida com agiotagem, manipulação e chantagem em “Lá na Minha Terra”. Durante a festa de lançamento da novela, realizada na terça-feira (3), nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, a atriz comentou as características da personagem e afirmou que ela pode ser definida mais como uma pessoa “ruim” do que propriamente como uma vilã.
Na história, Celestina deixa a cidade onde vivia e segue para São Paulo. Na capital paulista, ela passa a administrar uma pensão, local que também serve de base para seus negócios como agiota. A personagem terá influência sobre diferentes pessoas e usará sua capacidade de manipulação para alcançar os próprios objetivos.
Um dos principais conflitos envolvendo Celestina estará relacionado ao personagem interpretado por Daniel de Oliveira. Ela será a única pessoa a conhecer um segredo dele e deverá usar essa informação para tentar obter vantagens financeiras. A possibilidade de extorsão foi mencionada durante a conversa da atriz com Monique Arruda na festa de lançamento da produção.
Questionada sobre o comportamento da personagem, Lilia Cabral confirmou que Celestina não terá muitos limites quando estiver em busca de dinheiro. De acordo com a atriz, caso não consiga obter recursos do personagem de Daniel de Oliveira, ela procurará outra pessoa para explorar.
“Bastante. Depois que tenta tirar dele e não consegue, vai tirar de outro. Eu sei que ela vai manipular”, adiantou Lilia.
Celestina não se enxerga como vilã
Apesar das atitudes questionáveis, Celestina não deve ser apresentada de maneira simples ou totalmente consciente de sua maldade. Lilia Cabral explicou que a personagem pode acreditar na própria versão dos fatos e encontrar justificativas para suas escolhas. Para a atriz, esse tipo de construção torna a interpretação mais complexa, especialmente quando a pessoa manipuladora não considera que esteja fazendo algo errado.
“Eu gosto quando tem gente que manipula e acha que não faz nada de errado. Está na moda isso, né? Hoje em dia, acha que não faz nada de errado, que está tudo correto. Aí você para para pensar, se for conversar, a pessoa é capaz até de te convencer”, afirmou.
A declaração evidencia a forma como a atriz pretende abordar Celestina na novela. Em vez de interpretar alguém que reconhece suas ações como condenáveis, Lilia deverá mostrar uma mulher convencida de que seus atos podem ser defendidos. Essa percepção também influencia a maneira como a personagem tentará convencer os demais de que suas atitudes são justificáveis.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de Celestina ocupar o papel de mocinha ou vilã, a atriz evitou uma classificação definitiva. “Eu não sei se ela é vilã. Eu acho que vou dizer assim que ela é ruim”, ponderou.
Atriz ressalta trabalho realizado antes da estreia
Lilia Cabral também destacou o empenho da equipe responsável por “Lá na Minha Terra”. Sem revelar outros acontecimentos da trama, ela pediu atenção ao trabalho desenvolvido antes de a novela chegar à televisão.
Segundo a atriz, uma produção começa a ser construída muito antes do início das gravações. Por isso, quando a história finalmente é exibida, o público passa a ter contato com o resultado de um longo processo de planejamento, preparação e dedicação de toda a equipe.
“Quando entra no ar, aquela bagagem já está começando a se mostrar todinha para o público de uma forma muito visceral e muito honesta, porque ali todo mundo está querendo fazer o melhor”, declarou Lilia.
Na novela, Celestina reunirá a atuação como agiota, a administração da pensão em São Paulo e o domínio de informações capazes de afetar outros personagens. A combinação desses elementos deverá colocar a personagem no centro de conflitos ligados a dinheiro, segredos e manipulação, sem que sua conduta seja resumida apenas à figura tradicional de uma vilã.








