Gabriela Botelho, Miss Brasil Mundo 2026, contou que se inspira em uma frase da Princesa Diana (1961-1997) para construir seu legado de “serviço, de ação e de presença”, caso seja eleita a próxima Miss World.
A mineira tem se empenhado em divulgar ações para ajudar os atingidos pelos terremotos na Venezuela e, em 2019, realizou trabalho humanitário em Brumadinho (MG) após rompimento da barragem. Atualmente, Gabriela é embaixadora da Casa de Maria, associação sem fins lucrativos que acolhe pessoas com doenças raras, em Belo Horizonte.
“Quero que milhares de pessoas que hoje precisam de ajuda sejam vistas, ouvidas e lembradas todas as vezes que eu aparecer e que as pessoas deixem de desviar o olhar para evitar enxergar a realidade que muitos brasileiros vivem hoje”, prometeu ela, caso seja eleita Miss World.
Ela disse se inspirar na Princesa Diana. “Desde muito nova, uma frase da Princesa Diana me marcou profundamente. Em uma entrevista, ela disse que gostaria de ser a rainha do coração das pessoas. E, de certa forma, é isso que eu sempre quis para a minha vida. Eu nunca sonhei em ser lembrada por um título, por uma coroa ou pela minha aparência. O que eu desejo é ser lembrada pelas vidas que consegui tocar, transformar e impactar ao longo do caminho”.
O Miss World acontece em 5 de setembro de 2026, em Nha Trang, Vietnã. A vencedora será coroada pela tailandesa Opal Suchata, atual detentora do título.
“Eu sempre acreditei que o papel de uma Miss, em qualquer situação, é ajudar a direcionar os olhos do mundo para aquilo que realmente precisa ser visto enquanto ainda há tempo de fazer a diferença. O que está acontecendo na Venezuela é uma tragédia, uma catástrofe humanitária que exige atenção e ação imediatas”, declarou Gabriela Botelho.
“Eu trabalho em situações de emergência e impacto social desde 2019, quando estive em Brumadinho, e aprendi que, diante de uma crise, o fator mais importante é o tempo. A ajuda precisa chegar quando ela ainda pode transformar vidas. Para isso, é fundamental que todos se mobilizem, sejam Misses ou não. Precisamos unir esforços para gerar visibilidade, apoio e recursos, mas também para estar presentes quando possível, colocando a mão na massa e contribuindo diretamente com quem mais precisa”, acrescentou.
Gabriela tem utilizado sua voz para direcionar ajuda à Venezuela, visto que não pode estar presente. “Acho que uma das partes mais difíceis de lidar com uma tragédia é justamente sentir que você gostaria de fazer mais do que está ao seu alcance naquele momento. Para mim, é especialmente difícil saber que estou longe e que não posso estar na Venezuela agora, pessoalmente ajudando, colocando a mão na massa como já fiz em outras situações de emergência. Quando você trabalha com o urgente, aprende que o sentimento de impotência é o mais frequente de todos”, disse.
“Neste momento, acredito que existem duas formas muito importantes de ajudar. A primeira é não esquecer essas pessoas. Independentemente da fé de cada um, manter o povo venezuelano em nossos pensamentos, nossas orações e nossas intenções é uma forma de demonstrar solidariedade e esperança. A segunda é apoiar quem já está atuando na linha de frente. Existem equipes brasileiras extremamente qualificadas trabalhando na Venezuela neste momento. Eu, particularmente, conheço o trabalho da HUMUS, liderada por Léo Farah, que atuou em Brumadinho após o rompimento da barragem e também em outras missões internacionais, como na Turquia. São profissionais especializados em resposta a catástrofes e que sabem exatamente onde e como agir”, destacou.
Gabriela ressaltou que a melhor forma de ajudar é financeiramente. “Embora a vontade de enviar itens e doações materiais seja genuína, isso pode gerar desafios logísticos em regiões que já estão com sua estrutura comprometida. Recursos financeiros permitem que as equipes adquiram exatamente o que é necessário, no momento e no local certos, tornando a ajuda mais rápida e eficiente. E, para quem não pode contribuir financeiramente, compartilhar informações confiáveis e dar visibilidade às iniciativas sérias também é uma forma valiosa de ajudar. Em uma tragédia, cada pessoa pode fazer a sua parte, e toda ajuda, quando bem direcionada, tem o poder de salvar vidas”.







