Renato Machado, ex-apresentador do “Bom Dia Brasil”, faleceu nesta quinta-feira (16), aos 83 anos, deixando um legado significativo no jornalismo brasileiro. Sua morte ocorreu uma semana após ele ter enviado uma mensagem à colega Leilane Neubarth, logo após seu anúncio de saída da GloboNews. O reencontro que ambos haviam planejado não se concretizou, em virtude do falecimento do jornalista.
Durante uma entrevista à GloboNews, Leilane Neubarth expressou sua tristeza e surpresa ao falar sobre Renato. “É difícil estar aqui neste momento, desejando falar do Renato de uma maneira diferente”, declarou. Ela relembrou o conteúdo da mensagem que recebeu dele: “Ele me chamou de ‘parceira’ e disse estar emocionado com a minha decisão. Nós marcamos um encontro para assim que ele se recuperasse”, contou, referindo-se ao estado de saúde de Renato, que havia estado internado.
Leilane Neubarth e Renato Machado compartilharam uma longa trajetória profissional, tendo convivido diariamente por mais de sete anos no programa “Bom Dia Brasil”. A relação deles, no entanto, remonta a mais de três décadas, quando já eram amigos antes de trabalharem juntos. “Era um jornal ousado para a época, e nós ficamos felizes em fazer parte desse projeto”, lembrou Leilane, que descreveu Renato como uma pessoa de grande elegância e conhecimento, ressaltando seu papel como um mentor em sua vida profissional e pessoal.
Em suas lembranças, Leilane destacou o impacto que Renato teve em sua formação como jornalista e em outros aspectos de sua vida, como a apreciação por vinhos e música clássica. “Ele era um mestre, e tantas memórias boas ficarão comigo”, afirmou, visivelmente emocionada. Em uma mensagem nas redes sociais, Neubarth expressou sua tristeza pela perda, relembrando os momentos que compartilharam, especialmente durante a implementação de um dos principais jornais da televisão brasileira.
Renato Machado dedicou mais de quatro décadas de sua carreira à TV Globo, onde se destacou como apresentador de diversos programas, incluindo o “Jornal da Globo”, o “RJTV” e o “Jornal Nacional”. Sua trajetória no “Bom Dia Brasil” se estendeu de 1996 a 2010, período em que atuou como apresentador e editor-chefe, contribuindo para a reformulação do telejornal.
O jornalista iniciou sua carreira em 1969, como repórter do “Jornal do Brasil”, e logo ingressou na Globo, onde ganhou notoriedade ao cobrir eventos significativos, como a Guerra das Malvinas. Em 1983, Renato se tornou correspondente em Londres, onde reportou eventos marcantes, como os atentados em Paris e o desastre de Chernobyl, ambos em 1986. Após retornar ao Brasil, ele continuou sua carreira como repórter especial até que, em 2011, voltou a Londres como correspondente internacional.
Nos últimos anos, Renato compartilhou sua paixão por vinhos e outros interesses em seu canal no YouTube, conectando-se com seu público de maneira mais pessoal. A causa de sua morte ainda não foi divulgada, mas ele estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Em nota, a clínica lamentou o falecimento do jornalista e expressou condolências à família.








