A apresentadora Tati Machado participou do podcast “Mil e Uma Tretas” nesta segunda-feira, dia 28 de setembro, e abordou temas relacionados à sua experiência com a perda do primeiro filho, Rael, e à gestação do seu segundo filho, Rafael. Durante a entrevista, ela compartilhou detalhes emocionais sobre o momento difícil que viveu após o falecimento de Rael, que nasceu sem vida em maio de 2025, e como esses acontecimentos influenciaram seus sentimentos em relação à nova gravidez.
Tati explicou que a gestação de Rafael ocorreu de forma não planejada, acontecendo enquanto ela passava pelo processo de congelamento de embriões, uma etapa anterior a uma nova tentativa de concepção. Apesar da felicidade pela chegada do segundo filho, ela revelou que, inicialmente, viveu sentimentos conflitantes ao descobrir que estava grávida novamente. Segundo ela, esse sentimento de alegria foi acompanhado por uma sensação de injustiça, uma percepção de que a nova gravidez era, de alguma forma, uma afronta ao luto pelo seu primeiro filho.
A apresentadora admitiu que chegou a sentir-se culpada por estar grávida novamente, descrevendo esse sentimento como uma espécie de traição à memória de Rael. Ela explicou que essa culpa estava relacionada à sensação de que estaria traindo o primogênito, além de estar vivendo um momento de luto que ainda não havia sido completamente processado. Tati afirmou que, ao longo do tempo, vem ressignificando essa dor, tentando entender que é possível conviver com o luto e ao mesmo tempo celebrar a chegada de Rafael.
No relato, ela também revelou que, no início da gestação, tentou não se envolver emocionalmente demais com a gravidez, tentando se proteger do impacto emocional. No entanto, com o passar dos meses, ela passou a se preparar emocionalmente para a chegada do bebê e para o parto, mesmo enfrentando a dificuldade de lidar com a incerteza sobre o que causou a perda de Rael. Tati afirmou que sente uma necessidade física de ter Rafael, mas que também enfrenta a pressão de lidar com um mistério: a ausência de respostas sobre as causas da perda do primeiro filho.
Além disso, ela recordou detalhes do parto de Rael, que ocorreu sem que o bebê estivesse vivo. Segundo ela, a médica orientou que o parto fosse normal, uma decisão que considerou importante para sua recuperação física e emocional. Tati contou que, durante o procedimento, pensou em como lidaria com as marcas físicas daquele momento, especialmente a cicatriz, e expressou que imaginar-se com uma cicatriz de um bebê que não estava com ela seria um peso emocional adicional.
A narrativa de Tati Machado revela o impacto emocional de uma perda gestacional e as complexidades de lidar com a culpa, o luto e a esperança de uma nova vida. Sua experiência evidencia a importância de discutir abertamente as emoções relacionadas à maternidade após perdas, bem como os processos de ressignificação que muitas mães enfrentam ao tentar equilibrar dor e esperança.








