As recentes imitações de Sérgio Hondjakoff por colegas de elenco em “A Fazenda 18” motivaram uma análise por parte do terapeuta Sandro Barros, que acompanha o ator durante sua participação no reality show. Em entrevista, ele destacou a necessidade de diferenciar provocações pontuais de situações em que um participante se torna alvo recorrente de ridicularização, ressaltando que o limite entre brincadeira e humilhação deve ser respeitado.
Segundo Sandro Barros, há uma distinção fundamental entre uma brincadeira saudável e a transformação de alguém em objeto de chacota. Ele explica que a repetição de atitudes que reforçam uma espécie de consenso grupal — como rotular alguém de “estranho” ou “aquele de quem podemos rir” — pode gerar um ambiente de exclusão e constrangimento, prejudicando a saúde emocional do participante alvo dessas ações.
O terapeuta também pontua que não é possível avaliar com precisão o estado emocional de Serginho apenas por meio das imagens exibidas pelas câmeras durante o programa. Ele ressalta que o confinamento, por sua própria dinâmica, tende a intensificar situações desconfortáveis, uma vez que os participantes convivem de forma constante, sem privacidade adequada e sem o apoio de uma rede de suporte habitual, o que pode agravar reações emocionais já sensíveis.
Sandro Barros reforça ainda a distinção entre o personagem interpretado por Hondjakoff na televisão, Cabeção, e o próprio ator. Ele explica que “Serginho não é o Cabeção”, destacando que o personagem foi uma criação artística e profissional, enquanto Hondjakoff é uma pessoa em processo de reconstrução de sua vida pessoal. Essa diferença, segundo o terapeuta, deve ser respeitada, sobretudo em um ambiente de alta pressão como o reality show.
Para Sandro, eventuais conflitos ou dificuldades enfrentadas por Serginho podem ser resolvidos por meio de diálogos diretos, abordando suas atitudes no jogo, ao invés de transformar suas características pessoais em motivos de imitação ou chacota. Ele recomenda que, se houver alguma questão relacionada ao comportamento do participante, os colegas deveriam conversar diretamente com ele, esclarecendo o que foi considerado inadequado, ao invés de ridicularizar sua pessoa ou seu passado.
O especialista também enfatiza que Serginho deve assumir a responsabilidade por suas próprias escolhas dentro do programa, estando aberto a críticas construtivas. No entanto, ele reforça que há uma diferença clara entre responsabilizar alguém por suas ações e humilhar alguém por suas características pessoais ou por episódios que envolvem sua história de vida. Para Sandro, ninguém deve crescer sendo humilhado, e o respeito deve prevalecer em qualquer ambiente, inclusive em confinamento.








