O zagueiro Lyanco é uma das principais preocupações do Atlético Mineiro para os próximos compromissos da temporada, especialmente para o confronto decisivo contra o Cruzeiro pelas quartas de final da Copa do Brasil, marcado para o dia 25 de agosto. A lesão do defensor ocorreu durante a partida contra o Bragantino, nesta quarta-feira (12 de agosto), pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, e ainda não há um diagnóstico definitivo sobre a gravidade do problema. A dúvida sobre sua participação no clássico aumenta à medida que o clube aguarda os resultados de exames realizados nesta quinta-feira (13 de agosto) em Belo Horizonte.
A lesão aconteceu aos 27 minutos do primeiro tempo, após uma disputa com Herrera, quando Lyanco pisou de forma irregular no gramado e sentiu dores na planta do pé esquerdo. O zagueiro sinalizou imediatamente a necessidade de substituição, deixando o campo mancando e sendo substituído por Vitor Hugo. Após a partida, o Atlético divulgou que Lyanco sentiu dores no pé esquerdo e que passará por reavaliações adicionais para determinar a extensão da lesão e o tempo de recuperação necessário. Ainda sem um prognóstico claro, há uma expectativa de que o defensor possa se recuperar a tempo do clássico, mas a possibilidade de desfalque é considerada real.
Este é o primeiro episódio de lesão de Lyanco após seu retorno às atividades do Atlético, decorrente de uma ruptura no tendão de Aquiles sofrida em outubro do ano passado. O zagueiro passou por cirurgia e retornou aos treinamentos em março, após uma recuperação considerada rápida pelo departamento médico do clube. Sua reintegração ao elenco ocorreu na mesma mês, e ele retomou as partidas de forma gradual, tendo atuado sua primeira partida oficial na derrota contra o São Paulo em 18 de março. Desde então, vem ganhando minutos em campo, o que torna cedo demais para afirmar se estará à disposição para o confronto contra o Cruzeiro.
A ausência de Lyanco, caso confirmada, reduzirá o número de opções disponíveis na defesa do Atlético. Atualmente, o técnico Eduardo Domínguez conta apenas com Ruan Tressoldi e Vitor Hugo como zagueiros de confiança. Léo Duarte, contratado na janela de transferências mais recente, ainda não estreou devido a uma lesão muscular na coxa direita, enquanto Vitão, jovem da base, trata uma lesão na panturrilha esquerda. Além disso, o clube perdeu recentemente Junior Alonso, que foi transferido para o Atlanta United, dos Estados Unidos, e Ivan Román, emprestado ao Colo-Colo, do Chile, o que restringe ainda mais as alternativas na posição.
Diante do cenário, o técnico pode precisar recorrer a soluções internas, como a improvisação de jogadores de outras posições. Uma das opções é Tomás Pérez, volante de origem que já atuou como zagueiro na seleção argentina Sub-20 e pode ser utilizado na linha defensiva em caso de necessidade. Outras alternativas, porém, estão limitadas às competições nacionais, como Rômulo, que retornou de empréstimo ao Sporting de Portugal e teve seu contrato reativado na CBF, mas ainda não foi inscrito na Copa Sul-Americana e permanece treinando separado do elenco principal.
Para a Copa Sul-Americana, o Atlético também possui opções entre os jogadores das categorias de base, incluindo Samuel, Pedro Fachineti e Pedro Lemos, que estão inscritos na competição e podem ser chamados em caso de emergência. Com o calendário recheado de jogos importantes antes do clássico, o clube enfrentará o Grêmio no domingo (16 de agosto), às 16h, pelo Campeonato Brasileiro, além de um duelo contra o próprio Bragantino na quarta-feira (19 de agosto), na Arena MRV, pela decisão de uma vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Antes do confronto com o Cruzeiro, o Atlético também enfrentará o Internacional, pelo Brasileirão, no estádio Beira-Rio.







