O Atlético enfrenta a reta final da temporada com uma equipe renovada e com possibilidades de alcançar sua décima final continental. Além do desempenho em campo, o clube passou por uma significativa reestruturação no seu elenco durante as duas últimas janelas de transferências, promovendo uma renovação que impactou tanto na juventude quanto na competitividade do grupo. No total, 16 jogadores deixaram o clube, enquanto 11 reforços ingressaram na equipe, além de cinco atletas promovidos das categorias de base, contribuindo para uma média de idade mais jovem e um perfil mais adequado às metas do clube.
Em entrevista exclusiva ao O TEMPO Sports, Paulo Bracks, vice-presidente de futebol do Atlético, detalhou o processo de reformulação, explicando que as duas janelas tiveram estratégias distintas, porém complementares. A primeira, marcada por investimentos financeiros expressivos, focou na contratação de jogadores para todas as posições do campo, enquanto a segunda, com recursos limitados, priorizou contratações com menor impacto financeiro, mas que reforçaram o elenco de forma equilibrada. Segundo Bracks, esse movimento resultou em uma equipe mais jovem, com a média de idade reduzida em dois anos em relação ao ano de 2025, além de ampliar a disputa interna por posições, promovendo um ambiente mais competitivo e saudável.
A chegada de nomes como Renan Lodi, Ángelo Preciado, Maycon, Victor Hugo, Castaño, Tomás Pérez, Cassierra, Alan Minda, Thiago Borbas, Léo Duarte e Fred, além das promoções internas, foram fundamentais para esse rejuvenescimento do grupo. A estratégia também visou a formação de lideranças técnicas e de vestiário, buscando consolidar um ambiente mais coeso e preparado para os desafios futuros. Bracks destacou que a redução na média de idade e o aumento no percentual de atletas sub-24 contribuíram para uma equipe mais dinâmica e alinhada às metas do clube.
O trabalho de análise e monitoramento de mercado, conduzido pelo Centro de Informação do Galo (Ciga), foi outro fator central nesse processo de reformulação. Segundo o dirigente, o departamento atua de forma contínua, mesmo fora das janelas de transferências, realizando scout, análises de desempenho, avaliações de mercado e identificando possíveis reforços de maneira permanente. Essa rotina de trabalho, que funciona 24 horas por dia, permite ao clube uma tomada de decisão mais estratégica e precisa, envolvendo uma avaliação mais ampla do próprio elenco, das necessidades de cada posição e das possibilidades de negociações.
Bracks explicou ainda que o foco do departamento de inteligência do Atlético evoluiu de uma atuação predominantemente voltada à identificação de jogadores para uma abordagem integrada, que inclui a análise do próprio grupo, a definição de perfis ideais e o mapeamento do mercado. Essa mudança de paradigma visa garantir que as contratações e as saídas estejam alinhadas com os objetivos de longo prazo do clube, promovendo uma gestão mais eficiente e sustentável do elenco.
Dessa forma, o Atlético demonstra um esforço coordenado para equilibrar juventude, experiência e competitividade, buscando consolidar uma equipe capaz de alcançar resultados expressivos tanto na temporada atual quanto em futuras campanhas continentais.








