O técnico Eduardo Domínguez enfrenta uma incerteza na definição do atacante titular do Atlético, enquanto mantém uma estratégia consolidada na linha defensiva e na organização com a bola. Apesar do bom desempenho defensivo e do padrão de jogo estabelecido, a posição de centroavante permanece como uma incógnita, com Cassierra e Reinier ainda buscando consolidar suas posições no elenco. Essa disputa ganha relevância em um momento decisivo da temporada, especialmente com o Galo classificado na Copa Sul-Americana e a proximidade do clássico contra o Cruzeiro pelas quartas de final da Copa do Brasil.
Na última quarta-feira, 19 de agosto, Reinier iniciou a partida de empate por 2 a 2 contra o Bragantino na Arena MRV, mas teve atuação discreta, sendo substituído por Cassierra na segunda etapa. O colombiano também não conseguiu criar oportunidades de perigo ao gol adversário e, assim como Reinier, vive um jejum de 13 partidas sem marcar gols, o que reforça a instabilidade na posição. Apesar das dificuldades no comando do ataque, o Atlético buscou o empate nos minutos finais, garantindo sua classificação às quartas de final da Sul-Americana.
A preferência de Domínguez por Reinier na formação inicial tem se mostrado uma tendência nos últimos confrontos, especialmente nas partidas de oitavas de final contra o Bragantino, onde o atacante foi escolhido para começar as duas partidas. Em contrapartida, em jogos com escalações mais alternativas, Cassierra foi o escolhido para iniciar entre os titulares. Outras opções para a posição, como Borbas e Cauã Soares, não receberam minutos nas últimas semanas, evidenciando a dificuldade do treinador em definir um titular fixo para a posição.
Desde a pausa para a Copa do Mundo, Cassierra tem participado de todos os jogos do Atlético, mas sua presença vem se tornando cada vez mais marginalizada, refletindo na sua ausência de gols nas últimas 13 partidas. Reinier, por sua vez, também busca maior regularidade, embora tenha marcado em um jogo recente, o empate contra o Remo pelo Campeonato Brasileiro.
A indefinição na posição de atacante não é apenas uma questão de preferência tática, mas também de adequação ao estilo de jogo do adversário. Após o empate com o Bragantino, Domínguez explicou que a escolha por Reinier foi baseada na leitura do que o Atlético precisaria na partida, ressaltando que a decisão não foi uma questão de preferência por um ou outro jogador. Segundo o treinador, Reinier é um centroavante completo, com tendência a jogar mais recuado, mas a ausência de posse de bola e a dificuldade de construir jogadas desde o campo defensivo dificultaram a atuação de ambos na partida.
O confronto contra o Bragantino revelou dificuldades do Atlético em controlar a posse de bola no primeiro tempo, levando a equipe a recorrer às ligações diretas para tentar escapar da pressão adversária. Nesse cenário, Reinier ficou isolado e pouco participou do jogo, o que reforça a complexidade na escolha do atacante ideal para o clássico contra o Cruzeiro, adversário que costuma pressionar a saída de bola do adversário e pode exigir uma estratégia semelhante de ligações diretas.
Antes do confronto decisivo contra o Cruzeiro, o Atlético terá uma nova oportunidade de observar suas opções. No próximo sábado, 22 de agosto, o time enfrenta o Internacional pelo Campeonato Brasileiro, em um jogo considerado fundamental para ajustes finais antes do clássico. Na terça-feira seguinte, 25 de agosto, o Galo enfrentará a equipe celeste no Mineirão, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, reforçando a importância de uma definição clara na linha de ataque para os próximos compromissos.







