O técnico Eduardo Domínguez terá uma missão complexa ao montar a equipe do Atlético Mineiro para o confronto contra o Santos, nesta quarta-feira (9 de setembro), pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, na Vila Belmiro. A ausência do atacante Cuello, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo na fase anterior, representa um desafio importante para o treinador, que precisará ajustar o time diante de um adversário difícil e manter o padrão de jogo que levou o Galo a uma sequência de 14 partidas sem derrotas.
Cuello, que é um dos principais nomes ofensivos do Atlético nesta temporada, vem se destacando pelo seu desempenho. Com sete gols marcados, ele é o artilheiro do clube no ano, além de liderar o elenco em assistências, com outras sete, totalizando 14 participações em gols em 41 jogos disputados. Sua importância fica ainda mais evidente pelo fato de ter marcado os gols que garantiram a classificação do time às quartas de final da Copa Sul-Americana, na vitória contra o Bragantino.
Desde que Domínguez implementou um modelo de jogo que potencializou o desempenho do Atlético, Cuello consolidou-se como uma peça fundamental na faixa direita do campo, atuando como ala e contribuindo na linha defensiva ao lado de Natanael. Em alguns jogos, especialmente na etapa final, o argentino também foi deslocado para o lado esquerdo, demonstrando sua versatilidade. Essas mudanças táticas evidenciam a importância do atacante não apenas na fase ofensiva, mas também na recomposição defensiva e na intensidade de pressão sem a posse de bola.
A ausência de Cuello, portanto, traz uma dor de cabeça significativa para Domínguez, que busca uma alternativa que possa manter o ritmo e a dinâmica do time. O momento é agravado pelo fato de que o treinador enfrenta dificuldades para encontrar um substituto à altura na posição de “homem-gol”. No último sábado (5 de setembro), na derrota por 2 a 0 para o São Paulo, o centroavante Cassierra atingiu 16 partidas consecutivas sem marcar gol, vivendo seu pior momento pelo clube. Além disso, Thiago Borbas, que vinha ganhando espaço e marcou na vitória por 2 a 1 sobre o Vitória pelo Campeonato Brasileiro, sofreu uma lesão na parte posterior da coxa direita e ainda não tem previsão de retorno.
Reinier, por sua vez, surge como uma alternativa diferente na composição do ataque. Sem ser um centroavante clássico, o meia tem sido utilizado mais próximo do gol, oferecendo maior mobilidade ao setor ofensivo. Contudo, essa modificação tem suas limitações, já que, em momentos de dificuldade na criação de jogadas, Reinier tende a ficar isolado, participando pouco das ações ofensivas, o que já foi criticado por Domínguez. Além disso, o jogador enfrenta resistência por parte do torcedor, que ainda não o integrou completamente ao elenco.
Para suprir a ausência de Cuello, o treinador tem algumas opções no elenco. Uma delas é Alan Minda, que já atuou como ala e pode ser deslocado para a posição de Cuello, ocupando o espaço deixado pelo argentino. No entanto, o atleta equatoriano possui características distintas, especialmente na intensidade defensiva, o que pode alterar o estilo de jogo do time. Outra alternativa é utilizar Preciado, que atua como lateral-direito, na função de ala, como ocorreu na vitória sobre o Vitória. Naquele jogo, Alan Minda foi escalado pelo lado esquerdo, demonstrando a versatilidade do elenco, e Preciado, apesar de sua origem como lateral, mostrou-se capaz de contribuir ofensivamente, podendo desempenhar a função de ala pela direita.
O confronto entre Atlético e Santos está marcado para às 19h desta quarta-feira (9 de setembro), na Vila Belmiro, na partida de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. O jogo de volta está agendado para o dia 16 de setembro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, onde o Atlético buscará reverter ou consolidar sua vantagem na competição.









