O goleiro Everson, do Atlético Mineiro, participou do clássico contra o Cruzeiro nesta terça-feira (1º de setembro), mesmo apresentando uma fratura no pé esquerdo. A partida, válida pelas quartas de final da Copa do Brasil, terminou com a classificação do Atlético às semifinais após vitória por 2 a 1. O procedimento que possibilitou a atuação do atleta foi detalhado pelo médico do clube, Rodrigo Lasmar, que explicou que Everson recebeu anestesia antes e durante o intervalo do jogo para suportar a dor e continuar em campo.
De acordo com Lasmar, o atleta sofreu um trauma no pé esquerdo durante o jogo de ida contra o Cruzeiro, realizado no estádio Mineirão, que terminou empatado em 1 a 1. O impacto resultou em uma fratura, embora inicialmente houvesse a possibilidade de outras lesões, o que foi descartado após avaliação médica. Nos dias que antecederam o confronto decisivo, Everson passou por um tratamento intensivo e, na véspera do jogo, passou por um procedimento de bloqueio anestésico para treinar e avaliar sua condição. O resultado foi positivo, o que aumentou a confiança do departamento médico na sua capacidade de atuar.
Lasmar detalhou que, antes do início do clássico, Everson sentiu dores, o que levou a uma nova aplicação de bloqueio anestésico, além de uma administração adicional no intervalo da partida. Essa intervenção permitiu que o goleiro permanecesse em campo durante os 90 minutos, contribuindo de forma decisiva para a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro, que garantiu a equipe na próxima fase da competição.
O médico do clube também destacou o esforço do atleta, descrevendo sua atuação como uma demonstração de resistência e dedicação. “Ele foi um monstro, jogou e deu tudo certo. Pelos objetivos do clube na competição, entendemos que seria melhor fazer isso”, afirmou Lasmar. A estratégia adotada foi considerada arriscada, mas justificada pela importância do confronto e pela necessidade de garantir a classificação.
Após o jogo, Everson continuará sob acompanhamento do departamento médico do Atlético, que deverá monitorar sua recuperação. Apesar da atuação heroica, a tendência é de que o goleiro não esteja disponível para os próximos jogos do clube, devido à fratura no pé que ainda necessita de tratamento adequado. A decisão de sua continuidade na equipe será avaliada nos próximos dias, levando em conta sua recuperação e o risco de agravamento da lesão.
Este episódio reforça a complexidade do trabalho médico no futebol de alto nível, onde atletas muitas vezes atuam com lesões graves, e evidencia a importância do suporte multidisciplinar para alcançar resultados esportivos mesmo em condições adversas.








